Magnus estava diante de uma parede de vidro com vista pra toda a Manhatan em Nova York, do alto do arranha céu ele via a movimentação nas ruas, na cidade que nunca dormia, aguardava sua visitante, desde que jurou se vingar pela morte de Ayla, procurou apoio e conseguiu que a maioria dos mestres se juntassem a sua causa, porém alguns ainda resistiam, uns porque não gostavam dele, o achavam infâme, eram contra os propósitos dele, outros porque tinham ligação com sobrenaturais da magia que diziam que perderiam tudo se apoiassem aquela guerra, até morreriam de verdade, isso o alertou e resolveu procurar uma bruxa, mas foi uma que o procurou e lhe ofereceu ajuda, disse que era discípula de uma bruxa muito poderosa, porém amaldiçoada, que o ajudaria a ganhar a guerra, a exterminar os lobos e subjugar todos que sobrevivessem, quis saber quem era a bruxa poderosa, mas essa disse que ela não podia se revelar ainda por causa da maldição, mas que daria provas de que falava a verdade, então o orientou sobre os lugares que devia atacar, os recursos que devia buscar, como devia se preparar, sua única exigência era que ele não atacasse a França, ele retrucou, mas a bruxa disse que sua mestre estava ligada aquele país, se o atacasse, ela não poderia mais ajudar e que um dia ele saberia o porquê, Magnus então concordou a contra gosto, fez um acordo com a bruxa, a princípio teve algum sucesso e conseguiu comprovar que a bruxa falava a verdade, porém ainda tinha muito o que fazer pra vencer, os alphas também pareciam preparados, soube de alphas que se uniram no continente africano e no oriente, na Europa o alpha Henry parecia imbatível, nos outros continentes, os alphas estavam seguindo o exemplo daqueles que se uniram, precisava de orientação sobre isso, a quatro dias atrás recebeu uma ligação da bruxa que fazia a ponte entre ele e essa poderosa bruxa, disse que ela queria uma reunião com ele, aceitou e naquela noite ele a esperava, logo entrou um desertado dizendo que sua visita tinha chego e ele mandou que a conduzissem até ali, o desertado assentiu saindo e escutou de outro mestre que estava ali:
_Não confie nessa bruxa, ela é traiçoeira, se lhe pediu pra não atacar a França é porque tem ligação com a matilha de lá, pode estar fazendo jogo duplo- era Amadeus
Magnus bufou, mas concordou, logo Gerusa entrava na grande sala acarpetada e luxuosamente decorada, ao ver Magnus não conseguiu disfarçar o encanto que sentiu ao vê-lo pela primeira vez, o vampiro riu internamente e a cumprimentou com cordialidade, Gerusa achou Magnus muito atraente apesar de ser um vampiro, o sorriso sarcástico e sedutor, o olhar que parecia despí-la, sentiu que ele era realmente tudo que falavam, o vampiro mais perigoso que existia e engolindo saliva, respondeu o cumprimento dele, cumprimentou Amadeus, esse, Gerusa viu que era inofensivo, desconfiado e m*l humorado, Magnus convidou ela e as duas bruxas que a acompanhavam a se sentarem no sofá, depois de todos acomodados ele foi direto ao ponto e perguntou porque ela tinha mudado de idéia e resolvido se revelar pra ele ao que Gerusa respondeu:
_Porque essa guerra também se tornou pessoal para mim, fui afrontada e ninguém é mais poderoso do que eu.
Magnus a achou presunçosa e pediu que ela explicasse, Gerusa então contou sobre sua maldição, seu desejo de ser livre que a fez apoiar essa guerra ao lado dos vampiros, havia uma previsão de que Cristian poderia morrer nas mãos de um vampiro ou de um alpha e quem tomasse o lugar dele a perdoaria da maldição, mas ela não podia fazer nada que prejudicasse o alpha, ele encontraria esse destino sozinho, isso poderia levar décadas pra acontecer, porém ela sabia como manipular isso pra acontecer logo, sem que ele soubesse, nesse ponto ela foi sincera, entretanto tudo tinha mudado, ela estava sendo atacada por outros sobrenaturais da magia que estavam ao lado dos lobos, sabiam a intenção dela, tinham incendiado a casa dela e tinham conseguido tirar um de seus poderes, ela queria vingança e sabia como conseguir isso, atacando os lobos e consequentemente eles, Magnus não se convenceu e perguntou:
_Se é tão poderosa quanto diz, sabe quem eles são e pode revidar com os poderes que tem.
_Não, eu já tentei, eles estão preparados pra me enfrentar, só não me eliminaram ainda por causa da maldição, devem saber que quem me matar, a herda.
Magnus e Amadeus se olharam e Magnus perguntou:
_Não pode fazer nada que prejudique o alpha de Paris, mas é exatamente o que está fazendo, como não está sofrendo o castigo?
_Eu não estou usando magia pra prejudicá-lo e nem agindo diretamente, além do que, nada do que faço é pra ele e sim a outros, isso não o prejudica, o protejo e faço o que ele quer, ele só não desconfia do que faço fora da vista dele e portanto não me impede.
Magnus deu um sorriso agorento pra bruxa, essa sentiu um certo receio e escutou dele:
_Qual o seu plano? O que quer?
Gerusa contou tudo que tinha em mente pra ação dos vampiros e com dúvidas, Magnus perguntou:
_Há um alpha que será difícil de combater, ele não é mais amaldiçoado, é um híbrido e tem muito poder perante os outros alphas, além do que, o mestre que poderia me ajudar com vampiros que lutam com espadas, não me apoia e o outro que apoiava, teve seu covil dizimado pelo alpha Jun.
Gerusa deu um meio sorriso e disse:
_Para o alpha Henry tenho um plano que o fará ficar preso a lei dos lobos, para os sobrenaturais da magia, temos os pontos fracos e para o mestre que não o apoia, temos a emboscada que o fará mestre do covil dele e mande o mestre que perdeu o covil pra Espanha, ele será mais útil lá.
_Porque insiste que eu convoque vampiros que lutam com espadas? Sei que isso será providencial contra a força superior dos alphas, mas nossas mordidas já fazem os serviços das espadas- perguntou curioso.
_Porque meu mentor me avisou que os lobos terão aliados com essa habilidade e eles tem preceitos, muitas batalhas podem ser resolvidas só numa luta de dois guerreiros.
Gerusa falava a verdade, seu mentor a havia avisado, mas ela não sabia de Selene, Amadeus se remexia no sofá, aquela bruxa era diabólico e contrapôs:
_Nós não matamos mestres sem um justo motivo, nossa natureza nos impede de atacar uns aos outros, assim como os lobos que só se desafiam com uma justa causa.
_Sim, sei disso, mas Morgana domina o fogo e pode fazer isso junto com seus vampiros e desertados.
Foi a vez de Magnus se remexer no sofá, Morgana era a bruxa que tinha feito a ponte entre ele e Gerusa até então, percebeu que Gerusa além de feia, era muito má, mas se interessou pelo acordo e conversaram pelo resto da noite sobre tudo que fariam, quando já era hora de ir, logo o dia nasceria, Gerusa falou:
_Enquanto estou sempre pedindo que não ataque a França, peço agora que ataque o mais rápido que puder a matilha do Canadá, do alpha Benjamin, não a dizime, mas chame a atenção pra ela.
Magnus fechou o semblante e perguntou o porquê aquela matilha e o motivo da urgência, Gerusa explicou:
_É a partir dali que farei o alpha Henry se afastar dessa guerra.
Magnus quis saber como, mas Gerusa disse que logo ele saberia e ficaria satisfeito, se despediram confirmando que se falariam sempre que possível e quando não, Morgana faria a ponte.