Assim que a tontura passou e eu consegui me acalmar, eu olhei devolta para a janela e a figura tinha simplesmente desaparecido, tudo o que eu via era a cortina avermelhada transparente.
Levantei-me da cama e fui em direção a janela para abrir as cortinas, quando eu o fiz, percebi que elas soltaram ** o que me fez espirrar, mas então eu olhei para o lado de fora, e a visão era incrível, era um jardim com várias flores, rosas vermelhas, brancas, amarelas, rosas, mas as que mais me encantavam eram as de duas cores, havia também tulipas boca de leão, em fim, a diversidade era tanta que chegava a encantar os olhos e havia três arvoresinhas que pareciam secas, porém, dava para notar que havia flores nela também, aquilo simplesmente me deixou encantada e me fez pensar que talvez eu fosse me encaixar aqui. Por enquanto estava tudo bem, mas eu tinha planos para aquele jardim, havia brilho em meus olhos, mas logo foi apagado pela sensação de ser vigiada, olhei para atrás e não havia nada alie em nenhum lugar.
Tentei não pensar nisso e fui me arrumar, logo depois desci para tomar um café com a minha familia.
- bom dia Sabrina, gostou do seu quarto? - mamãe perguntou contentemente e colocou água quente em sua xícara.
- tá brincando? - indaguei incrédula com a pergunta - você sabe que eu amo flores, fiquei mais do que feliz ao ter aquela vista - expliquei deixando escapar a minha felicidade genuína. Realmente, a vista da janela era linda, eu não estava me sentindo como um peixinho fora da água, eu estava feliz por isso e pela possibilidade de poder me encaixar aqui.
- to vendo que foi uma boa ideia termos nos mudado - papai falou recém chegando e colocando a mão em meu ombro e com um sorriso gentil, depositou um beijo em minha testa, eu já estava acostumada com este tipo de afeto, fazer o que? Sou a mais baixa da casa...
- e eu to vendo que alguém mudou bastante, o que ta acontecendo? Acordou no pé esquerdo da cama? Ta de TPM? qual é a boa? ta namoran... Ah é! você não conhece ninguém, né? - Felipe, o chato, falou dando risadas curtas, como quando alguém acha engraçado mas não é.
- haha! Você é muito engraçadinho - dirijo-me a mesa e sento em uma cadeira que por sorte, não é ao lado de Felipe e sim, na frente, ao menos nisso ele não é s****o.
Terminei meu café e fui me arrumar, escovei os dentes, peguei a mochila e fui para a escola. Ao chegar na escola eu acabo esbarrando em um grupo de meninas que me olham e começam a dar risada, ótimo, vou ser zoada por um bom período da minha escola.
- não de bola pra elas - ouvi uma voz masculina atrás de mim - elas vão te zoar por pouco tempo, a não ser quatro delas - ele falou colocando a mão em meu ombro, como se quisesse me consolar.
- obrigada por me avisar, mas quem é você? - viro-me em direção a voz dando a vista de um cara alto de cabelos pretros como a escuridão, olhos cor de caramelo que pareciam hipnotizar e pele branca, não como a de branca de neve, mas se aproximava. Ele tinha aparencia simpática, mas parecia um daqueles caras populares que jogam futebol, sabe... muito músculo, pouco cérebro.
- meu nome é Levih. Levih Sttronn, prazer em conhecê-la - ele falou com um sorriso simpático e cheio de dentes perfeitamente retos e brilhantes, e com sua mão estendida para me cumprimentar.
- Sabrina Hills. E quem são as gurias que podem me zoar pelo resto da minha vida? - falo apertando sua mão estendida, mas pela desconfiança, eu não retribuo o sorriso.
- a de cabelo ruivo é a Mia, a de cabelo loiro oxigenado é a Rafaela, a de cabelo extremamente preto é a Rubi e ao lado, a de cabelo castanho escuro é a sua irmã Miranda - ele identificava e eu já estava fazendo uma lista mental de quais pessoas eu deveria evitar.
O sinal toca e estamos em sala de aula, o professor me chama para me aprensentar lá na frente e eu fico surpresa que aqui seja dessa forma a apresentação. Nem pude dar o primeiro passo e pude ouvir os murmúrios no canto da sala, eram aquelas quatro meninas, como era o nome delas? Mia, Rubi, Rafaela e Miranda? Acho que era assim.
- bom... meu nome é Sabrina Hills e eu tenho 17 anos - e quando eu iria me sentar, Mia se pronunciou, o que estava demorando.
- e eu esbarrei numa linda e perfeita menina, mas como sou muito orgulhosa, eu não pedi desculpa, então, eu fiquei vermelha com sua beleza e fui embora envergonhada - e o que eu ouvi eram risadas.
- comentário desnecessário, mas vindo de um filhinha de papai, que só tira dez por conta das colas e cujo o cérebro tem o tamalho de uma ervilha e serve apenas pra enfeite, eu não fico surpresa - Mia ficou vermelha e todos começaram a rir e naquele momento me perguntei se ninguém nunca tinha a enfrentado, claro que ela vai ser mimada e eu não suporto gente assim.
Naquela manhã, digamos que ganhei popularidade, onde eu ia, eles iam, isso era chato, quando FINALMENTE tocou o último sinal do dia, e pensar que tinha quinta e sexta-feira ainda pra entrar naquela escola, dentre tanto, adimito, foi divertido.
Era 16:30, meus pais estavam no trabalho e meu irmão num amigo que ele fez hoje na escola, a casa era toda minha, subi as escadas e fui direto para a porta do meu quarto, quando a abri percebi que tinha a mesma figura, e sem me espantar, eu fiz igual a última vez, eu fechei a porta, mas quando eu a abri...