Quando entrei em meu quarto a encontrei deitada em posição fetal, fechada como concha, ocupando um pedaço tão pequeno quanto o seu corpo em minha cama enorme. Ela parecia tão doce, que dava nojo. Eu senti muita raiva de mim, por me importar, por não ter dado ordem para que Lorenzo resolvesse o problema lá mesmo e mais ainda por ver sua expressão inocente. Não, ela não era inocente, Ellie tramou pelas minhas costas, foi até ele mesmo eu dizendo que o mataria em sua frente, ela o beijou e deixou que ele a tocasse. São todas assim, nunca tem escolhas é o que dizem. Ela dormia, seus soluços diziam o quanto havia chorado, restava saber por qual motivo. — O que te fez pensar que poderia me enganar assim? Ela levantou num salto desengonçado, ficando de joelhos na cama. — Riccardo! Eu...eu

