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1458 Palavras
Capítulo 41 Alana narrando Entro na sala de esterilizar todos os alicates e começo a colocar eles na máquina, eram muitos, eu sinto a porta fechando e levo um susto. — Eu vim o mais rápido possível – ele fala me encarando – como você está? O que você tem? Você sabe que eu sempre vou estar do seu lado, eu sempre estive, você que nunca me quis do seu lado. Eu olho para ele sem entender nada. — Não estou entendendo Sampaio – eu falo olhando para ele – eu estou bem? — Você me chamou, me mandou mensagem – sentimos a porta trancada – que m***a é essa que está acontecendo aqui? – ele vai até a porta – a porta está trancada. — Eu não te chamei, estou aqui esperando a maluca da Ester – ele me olha — Cadê seu celular? – ele pergunta — Estava do lado de fora. – eu falo – não, ela veio até aqui ver se eu estava aqui, ela aprontou tudo isso. — De nos juntar? — Sim – eu falo para ele – cara que garota terrível, vai embora Sampaio. — Gostaria de ir mas essa sua sala não tem sequer uma janela e a porta está trancada. — Abre a porta Ester – eu falo batendo na porta – abre a porta Ester – eu grito – abre a p***a da porta Ester. — Ela não vai abrir – ele fala – ela tem um objetivo e não é abrir a porta agora. — Eu vou m***r ela eu juro – eu falo nervosa. — Quem sabe não aproveitamos para conversar? – ele pergunta — Conversar sobre o que? — Sobre a nossa história – ele fala – sobre a gente, nos dois. — Não existe nós dois – eu falo — Não me vem com essa desculpa Alana, porque a nossa história não acabou, estamos sofrendo, sentimos a mesma dor e eu sei que sou culpado, eu entendo isso, eu me culpo todas as noites. Você realmente acha que eu me deito todos os dias a cabeça no travesseiro e não me sinto culpado por tudo? Você acha que eu não sinto falta da minha filha? Eu sei que você sofre, que você sente também, eu sei disso. Poxa, eu amo você, eu sempre amei, eu sempre dei a minha vida por você, eu sei que falhei, mas eu não aguento mais, você tem noção que eu estou a ponto de achar que você me ver morto, vai apaziguar a sua dor? — Não jamais – eu repito rápido – eu não quero você morto. — Então me diz o que eu preciso fazer para ficar com você? – ele se aproxima de você – para me perdoar, para a gente recomeçar junto? — Eu sofro todos os dias pela morte da nossa filha. — Eu sei, eu também – eu olho para ele – me perdoa, eu sou o único culpado pela morte dela, eu sei disso – as lagrimas desce do meu rosto e ele limpa. — A gente foi feliz eu não vou negar, mas a dor que eu sinto é muito maior do que amor por você – eu olho para ele e ele me encara – me desculpa se eu não consigo corresponder mais os sentimentos mesmo no fundo eu querendo muito. — Podemos tentar , recomeçar aos poucos, no seu tempo – ele limpa as lagrimas com a sua mão – eu sou seu Alana e você sabe disso. — Pede alguém para abrir a porta – eu falo me virando de costas – Não existe mais nos dois e nunca mais vai existir, eu te deixo livre Sampaio para você viver a sua vida e seguir ela. — Eu não quero seguir ela sem você. — Você é o dono do morro,você é f**a pra c*****o, você sabe que pode recomeçar ela sim – eu falo para ele. Ele me beija e eu tento não corresponder o seu beijo, mas acabo correspondendo, a gente se beija intensamente, ele me encosta contra a parede levantando as minhas mãos para cima para que eu não o empurre, depois ele solta as minhas mãos e segura o meu rosto. Ele para de me beijar e a gente se encara, ele me encara por alguns segundos, a gente volta a se beijar , ele levanta a minha camiseta tirando ela, e começa a beijar a minha nuca com beijos intensos, volta a beijar a minha boca e a passar a mão pelo meu corpo, mas eu o empurro. — Pede para alguém abrir a porta – eu falo para ele – é sério, não vai acontecer nada entre nós. Ele pega o seu celular meio nervoso e me encara. — É melhor eu pedir para alguém abrir a porta – ele repete. Capítulo 42 Sampaio narrando — Eu sei, eu também Eu falo para ela – me perdoa, eu sou o único culpado pela morte dela, eu sei disso – eu limpo as lagrimas que desce do rosto dela. — A gente foi feliz eu não vou negar, mas a dor que eu sinto é muito maior do que amor por você – a gente se encara – me desculpa se eu não consigo corresponder mais os sentimentos mesmo no fundo eu querendo muito. — Podemos tentar , recomeçar aos poucos, no seu tempo –eu continuo limpando as lagrimas que desce do rosto dela – eu sou seu Alana e você sabe disso. — Pede alguém para abrir a porta- ela se vira – Não existe mais nos dois e nunca mais vai existir, eu te deixo livre Sampaio para você viver a sua vida e seguir ela. — Eu não quero seguir ela sem você. — Você é o dono do morro,você é f**a pra c*****o, você sabe que pode recomeçar ela sim – ela afirma. Eu beijo ela e mesmo ela sem querer corresponder ela acaba correspondendo, eu prendo as suas mãos para cima e a gente volta a se beijar, mas eu abro os olhos e a gente se encara. Porém, eu estava vendo a Ester na minha frente sorrindo , eu volto a beijar ela com intensidade, eu levanto a camisa dela e começo a beijar a sua nuca e os seus beijos, eu sentia o cheiro da Ester, o seu perfume tudo, até que ela me empurra e a voz de Alana me faz voltar a realidade. — Pede para alguém abrir a porta – Alana fala – é sério, não vai acontecer nada entre nós. Eu olho para ela super nervoso, peganod meu celular, eu estava meio que alucinando com a Ester naquele momento e isso não deveria estar acontecendo. — É melhor eu pedir para alguém abrir a porta – eu falo. — Isso faz isso logo – Alana fala Eu mando uma mensagem para pegarem a chave com a Ester e HT responde dizendo que já estava indo atrás dela. — A nossa filha não vai voltar nunca mais – eu falo para Alana. — Eu estou pensando seriamente em ir embora do morro. — Como? – eu pergunto para ela. — Aqui não é mais o meu lugar, esse lugar só me traz sofrimento. – ela fala me olhando e eu encaro. A porta é aberta e era HT. — A gente deveria conversar melhor. — Eu já disse para você ser livre – ela fala e eu me aproximo dela. — Alana – eu falo encostando novamente o rosto nela e novamente acabo alucinando com a Ester e me afasto. — Isso, entenda de uma vez que o nosso relacionamento acabou no dia que enterramos a nossa filha, agora eu vou embora, fica você ai – ela sai que nem um furacão de dentro do Salão. Eu fico ali meio paralisado. — Sampaio? – HT pergunta — Cadê a Ester? – eu pergunto para ele. — Na casa. — Joca? — Na boca – ele fala. Eu saio que nem um furacão de dentro do salão e vou em direção a casa, eu entro que nem um furacão subindo, eu entro no quarto dela e escuto o barulho do chuveiro, eu entro dentro do banheiro e tranco a porta, ela solta um grito quando me ver no box. — Eu estou nua, me respeita – ela fala me encarando. — O que você está fazendo com a minha cabeça c*****o? Qual é o seu jogo? – eu falo segurando nos braços dela de leve e a encarando. – quer entrar na minha mente porque? Qual era sua jogada hoje? Ela me olha com os olhos arregalados e antes que ela me responda eu puxo ela pela cintura beijando a sua boca.
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