EMELIA Assinei o contrato. Mais um contrato de venda. Desta vez, enquanto assino, todos os vestígios de humanidade me deixam. Papai assiste empolgado. Claro, ele está satisfeito. Será um homem rico. Ele deve estar nas nuvens. Trinta milhões só por me vender, e toda a riqueza do Sindicato. Eu o ouvi falando com alguém no telefone. Eu não sei quem era, mas eles pareciam estar envolvidos nisso. Neste grande esquema de merda. — Maravilhoso. Minha querida menina. Eu nunca soube que você seria um trunfo para mim, — papai diz. — Eu não sei como você pôde fazer isso comigo. Como você ia me fazer assinar isso antes? Eu deveria ir para Florença. O que teria acontecido lá? — Eu realmente quero saber. — Seu tio ia cuidar disso. — Como? — pressiono. — Ao ameaçar te matar. L

