Episódio 02

1656 Palavras
LOBÃO NARRANDO 5 meses atrás! As coisas aqui no morro é sempre uma coisa caótica, e eu sempre procuro fazer o máximo que posso, sem contar que por esses dias vai ter uma festa do CV e não sei se vou conseguir ir, mas o meu pai estava falando que para que eu possa assumir o seu lugar lá, eu preciso participar das festas, e minha mãe também falou o mesmo, embora eu tenha que lidar com algumas coisas que não acho legal, mas eu até preciso evitar muitas vezes, por ainda está com a cabeça cheia pensando na mulher que eu amo, eu sei que a pessoa que a sequestrou, queria me atingir ou atingir a minha família, e acabou fazendo isso, hoje minha cunhada é casada com meu irmão, e ela sofre muito com a ausência da irmã, e a única coisa que eu e meu irmão conseguimos fazer é pagar a investigadores, para que eles possam localiza-la, mais faz quase 3 anos e nada, até o momento de agora não a encontraram e isso é tenso demais, eu tento sempre lidar como eu consigo, mas não dá. Estou me afundando nas drogas a cada dia que passa, tô me alcoolizando diariamente, e isso não é nada bom para mim, nada bom para a minha mãe que sofre ao me ver nesse estado, mais tudo bem, eu preciso sempre focar nisso, sempre me manter como eu consigo. — Meu filho, já vai para a boca? — minha mãe pergunta, ao me ver próximo da porta. — Sim, mãe, estou indo agora, precisa de algo? — pergunto olhando para ela. — Não filho, só queria saber mesmo. — disse ela, a mesma se aproxima de mim, e toca no meu rosto. — Eu não gosto de te ver desse jeito filho, todo abatido, se drogando como você está todos os dias. — disse ela, isso quebra meu coração, mais meu orgulho é tão maior que me afasto um pouco e a olho. — Mãe, já te disse, pra não se envolver no meu bagulho. — digo sério, abro a porta e saiu, vou descendo as escadas, até a minha moto, ela aparece na porta. — Cuidado minha vida. — disse ela, com isso montei na moto, liguei ela, e acabei dando partida para a boca, estou precisando ficar sozinho, cheirar um pó, que mais tarde eu quero ir na balada do asfalto, quero curtir um pouco, e vou fazer isso hoje, estou muito tenso, e o morro hoje é apenas a minha casa, como estou estressado, irei esfriar a cabeça fora daqui, e talvez arrumar alguém pra passar a noite comigo, fiquei com esse pensamento, até que fui chegando na boca, já fui estacionando a moto, desliguei ela, e desci da moto, fiz toque com a rapaziada. — Aí chefe, tem umas paradas pra te passar. — disse o Neblina. — Chega aí então cachorro. — digo, e vou andando com ele para a minha sala, assim que vamos entrando, ele se senta na cadeira a minha frente, e olho para o sofá, o Carlin estava jogado nele, como se ele tivesse em casa. — Vagabundo, filho da p**a. — digo, e ele se assusta. — p**a que pariu, vai matar outro do coração Lobão. — disse o Carlin. — Qual foi aí? — pergunta ao ver o Neblina sentado. — Se tivesse trabalhando, eu não estaria resolvendo algum b.o que provavelmente é pra tu filho da p**a. — digo sério e ele se levanta. — Solta a fita Neblina. — digo o olhando. — Tá ligado a Sabrina? — pergunta e confirmo com a cabeça. — Chegou uma mina nova no morro, ela veio junto com a família, e como sou leal a você, vir te passar essa parada, que ela é bem parecida com a antiga p**a que era do seu pai. — disse ele. — p***a viado, tu não fala isso na frente da minha mãe, nem fodendo, ela odeia a Sabrina. — digo rindo. — Ela já tentou me dá, mais não quero aquela b****a dela, que mais parece aqueles buraco n***o. — digo e ele rir. — Qual foi, Lobão, tá recusando b*******a? — questiona o Carlin. — Não p***a, mas eu não vou comer b****a, que meu pai já comeu, tá maluco? — digo o encarando. — Se liga que se minha mãe souber ela coloca fogo nesse morro. — digo e ele rir. — É realmente, não se deve mexer no vespeiro que está quieto. — ironizou ele. — Aí, vou dá um tapinha, vocês aceitam? — pergunto, pegando um saquinho de cocaína na gaveta da minha mesa. — p***a, qual foi Lobão. — diz o VT assim que vai entrando e ver que estou com o saquinho na mão, dou risada. — Tu já vai começar agora cedo? — pergunta. — Não tenho hora marcada com filho da p**a nenhum, eu vou me drogar porque eu quero e posso. — digo colocando a cocaína sobre a bandeja que está na minha mesa, pego um cartão e faço as carreirinhas, logo em seguida pego uma nota de cem e faço um pequeno canudo o que facilita para a puxada. — Aceita? Aproveita que é grátis. — digo rindo, e acabo puxando o pó pelo nariz. — p**a que pariu, isso é da boa. — digo sorrindo. — Aí chefe, vou aceitar um tapinha sim. — diz o Neblina sorrindo, entrego a nota para ele, e o mesmo faz o mesmo que eu. — p***a, isso é bom demais. — diz sorrindo. — Aí vocês vão aceitar não? Então metam o pé daqui p***a. — digo e o Carlin pega a nota da mão do Neblina, o mesmo faz o mesmo que eu fiz, e o VT sai da sala falando merda, eu sei que ele tá certo, ele é mais velho que eu, e meu pai confia nele por muitos motivos, e ele é leal a nossa família, mas hoje eu sei que quero ficar doidão para ir naquela p***a lá. — Aí Carlin, hoje vamos em alguma boate boa no asfalto. — digo sorrindo, já estou sentindo a cocaína fazendo efeito, acabo rindo. — Pode pá, eu vou contigo pô. — afirma o Carlin. — Se pá e o senhor liberar chefe, eu vou junto. — disse o Neblina. — Já é pô, nós vai chegar naquela p***a hoje, e arrumar umas putas pra nós comer. — digo animadão, e eles ficaram na onda comigo, mas logo eles saíram para trabalhar, fiquei na sala analisando uns papéis que estavam na gaveta da minha mesa, estava analisando os papéis quando o meu pai entrou na minha sala, e ele veio todo sério até a mesma, ele sentou a frente e me encarou. — Qual foi pai, solta a fita. — digo, e ele me olha sério. — Sua mãe me falou que você saiu bem irado de casa, e não quis ouvir ela. — disse ele, acabei rindo, e ele balançou a cabeça. — As drogas que você coloca na p***a do seu corpo, não vai te levar a lugar nenhum, eu já fui como você. — disse ele. — Coroa, sem querer ofender, eu não quero conselhos, eu vou ficar na minha paz, na minha tranquilidade aqui. — digo, rindo. — Não quero me preocupar com nada, a não ser esse morro que é minha responsabilidade, que é meu lugar. — digo séiro. — Você tem que entender Luigi, que essas drogas pode acabar te dando problemas. — disse meu pai. — Pai fica em paz, eu sei o que tô fazendo. — digo e ele se levanta, o mesmo dá um soco na mesa, e aquilo me faz dá risada. — Estou cansado de você agir assim, eu me arrependo pra c*****o de ter me drogado algum dia, aí a minha herança passa pra você e para o Liam, mas ele parou muito antes de ficar dependente como eu fui, e como você tá se tornando p***a. — gritou ele. — Sua mãe não merece nada disso que você tá fazendo com ela. — afirmou ele, me olhando bravo. — Coroa, vai pra casa, eu tô na paz, na tranquilidade aqui, daqui a uns 10 minutos eu tô em casa, pra dormir. — digo o olhando. — Só quero que você e a mamãe fiquem em paz, e que possam perdoar o filho de vocês, a ovelha n***a da família. — digo, e ele sai da minha sala fumaçando. Depois que meu pai saiu, fiquei mais um tempo na boca, até que o VT voltou, falei pra ele que vou na boate do asfalto e ele se animou, então falei pra ele que quero ele comigo, também quero o Carlin, e ele concordou, então depois de tratar umas paradas com ele, acabei indo para casa, estava precisando tirar um cochilo e tomar um banho, então quando cheguei em casa, acabei subindo para meu quarto, fui direto para a minha cama, acabei capotando. Quando acordei com meu celular tocando, olhei que era o VT ligando, como ele não conseguiu me fazer atender, mandei mensagem dizendo que estou pronto em alguns minutos, e ele respondeu que tudo bem, então me levantei e fui tomar meu banho, fiquei alguns minutos tomando banho, o efeito da droga ainda estava circulando no meu organismo, isso estava me deixando doidão. Após um bom tempo, acabei meu banho, fui até a pia, fiz minha higiene e assim que acabei sair do banheiro, e fui direto para o closet, peguei minha roupa, me vestir, coloquei um tênis, coloquei um pouco de perfume, e sair fora do meu quarto, fui direto para o andar de baixo, quando cheguei no mesmo a minha mãe estava ali com minha tia, falei um pouco com minha mãe e acabei levando minha tia em casa com os caras, então deixamos ela lá e seguimos para a boate do asfalto.
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