Charles Estava tudo escuro, eu não sabia onde estava. Conseguia apenas escutar vozes, e em meio a elas, a que eu mais desejava: a voz da minha esposa, minha querida Angel. Escutava-a cantando para mim, me contando histórias, recitando poesias e várias outras coisas. Será que estava morto? Eu sentia quando ela apertava minha mão, mas não conseguia apertar de volta. Queria poder vê-la, tocá-la… O que aconteceu? Eu a abandonei. De repente, quando menos espero, abro os olhos e começo a gritar: — Tira isso de mim! Onde estou? O que está acontecendo? — Eu estava em um quarto de hospital, mas por quê? — Calma, filho, você está se recuperando. — Minha mãe parecia surpresa em me ver acordado. — Mãe? Cadê a Angel? — Está na faculdade. Ela tem ficado com você o tempo todo, mas às vezes nos reve

