Capítulo 1 parte 2

423 Palavras
Angel Acordei, lavei o rosto e tomei um belo banho, então coloquei um vestido verde com mangas longas e desci para tomar café. — Bom dia, minha querida, fiz café e panquecas — disse Rosa, muito alegre. — Bom dia, Rosa! Adoro panqueca — respondi, feliz. De repente, escutei alguém entrar na cozinha, olhei para a porta e me deparei com um olhar ameaçador que encarava no fundo dos meus olhos. Era um homem alto, com cabelos pretos, de pele bronzeada, forte, e de olhos escuros penetrantes. Tremi, gelei e disse “Oi”. Esperei uma resposta e nada. Ele me encarou em silêncio por um bom tempo, e depois disse, com um sorriso ameaçador: — Você é a mulher que casou comigo por interesse? Não deixei me levar pela provocação. Levantei meu rosto e respondi com um sorriso de orelha a orelha: — É claro, sou eu mesma, Angel Leroy. — Senhora Angel Leroy, por acaso, você tem ensino superior? Fiquei confusa com a pergunta. Infelizmente, na casa onde morava nunca tive oportunidades, terminei o ensino médio com muita luta. — Não, eu não tenho. Mas não foi porque não quis, eu simplesmente não tive a oportunidade — respondi em um tom forte. Ele gargalhou e colocou a mão no rosto, exalando fúria. Charles Assim que entrei, ela me cumprimentou, mas não tive vontade de responder, apenas a provoquei, chamando-a de interesseira. E ela respondeu como se fosse uma, de fato. Que mulher ousada! Ela não sabia com quem estava se metendo, e ainda por cima não tinha diploma de faculdade. Eu não estava acreditando que meus pais me casaram com uma mulher que além de interesseira, era burra. Não sabia o que eles estavam pensando com essa ideia toda, mas não souberam escolher uma mulher de verdade para mim. Não sabia se teria vontade de dormir com essa mulher. — Não, eu não tenho. Mas não foi porque não quis, eu simplesmente não tive a oportunidade — respondeu Angel em um tom firme. Eu não conseguia conter os risos. Ela achava que me enganava como uma mulher de família rica que não teve a oportunidade de fazer faculdade. Devia pensar que eu era bobo. — Do que está rindo? — perguntou. — Angel é só o seu nome e sua aparência mesmo, porque sei que por dentro você é um monstrinho. — Não dei tempo para ela me responder, não queria escutá-la. Fui para meu quarto tomar um banho, depois fui para o escritório, pois tinha muito trabalho a fazer.
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