Fernanda
entro em casa tomando um susto com a Carol e o perigo dormindo no sofá, eu diria até que bem próximos e ele também ta sem camiseta...
fecho a porta de casa tentando não fazer barulho, mas ele acaba acordando no susto levantando procurando algo, mas ai ele me olha e se acalma. Eu encaro ele ele me encara e a gente ri.
perigo: oi - ele sorri, faço uma cara de desconfiada brincando e ele da risada.
Carol: cala a boca, mano - ela da um t**a nele e levanta a cabeça me olhando, ela demora um pouquinho raciocinando - bom dia amiga - ela sorri falso, eu dou risada.
Fernanda: bom dia pra vocês - perigo da uma olhada em mim e eu não entendo.
perigo: oxi, eu conheço esse blusa - ele fala pra mim franzindo as sobrancelhas e eu olho pra camiseta azul escura com alguns desenhos no meu corpo, volto o olhar pra ele e solto uma risada.
Fernanda: ele ta te procurando - ele da risada e eu dou risada da carol não entendendo.
Carol: ele quem? de quem é? - ela olha pro perigo e depois pra mim.
perigo: apesar de ser fofoqueiro, essa eu deixo pra Fernanda - ele da risada e levanta todo zonzo passando a mão no rosto - minha camiseta, boneca - ele fala pra carol.
Carol: tchau vidinha, beijoo - ela levanta empurrando ele pra perto da porta rindo.
perigo: tu vai devolver - ele aponta pra ela que da risada, ele rouba um selinho dela que da um t**a nele - tchau gatas - ele passa da porta e a carol vira pra mim sorrindo falso me fazendo rir e ir sentar no sofá.
Carol: tava com quem madame? pensei que só voltava a noite - ela vem se jogando também no sofá.
Fernanda:tava com seu irmão - falo direto e ela se levanta sentando no sofá na hora me olhando.
Carol: serio? - pergunta surpresa.
Fernanda: sim, depois do baile la eu dormi na casa dele, ai quando eu cheguei em casa ontem de manhã ele me ligou e me levou pra Angra do nada.
Carol: tu dormiu com ele? tipo, dormir mesmo, sem a maldade - eu assinto com a cabeça - c*****o.
Fernanda: oq tem? ta chateada? - pergunto meio receosa.
Carol: não, nada disso , é só que ele não costuma dormir com alguem, tipo, nunca aconteceu - ela da risada e eu franzo as sobrancelhas.
Fernanda: a sei la - dou de ombros não dando muita moral - e tu e o perigo? - ela sorri e eu dou risada.
Carol: meu p.a.
Fernanda: sei não se é só isso - dou risada.
Carol: faz pouco tempo isso ai, a gente se pegava por ai nunca foi além pq ele tinha medo do meu irmão ficar puto - ela da uma risada nasal - mas agora ele que vem atrás - sorri.
Fernanda: mudou de ideia rapidinho - ela riu.
Carol: matador tem ciúmes do perigo, não é de mim não - eu solto uma gargalhada - não é o mesmo sangue mas a ligação ta além disso ai.
Fernanda: em tão pouco tempo eu ja percebi q eles não se desgrudam, o pesadelo também - carol sorri.
Carol: quando meus pais morreram, os três se aproximaram mais ainda, principalmente perigo e matador, eu falo que era ligação dos órfãos - ela da risada e eu n**o rindo - o pesadelo, por ser mais velho era o mais protetor, eu era a boneca dele, se deixasse ele colocava comida na minha boca, os pais dele que acolheu nós todos.
Fernanda: morava os quatro junto? - ela concorda rindo - imagina o câos - dou risada.
Carol: tio Pedro ficava maluco, e além de nós também tinha o Tx que é quase um primo nosso mais os moleques da rua, o terror do complexo desde novinho - ela sorrio - eu era a protegida deles, eram quase 10 moleques, de 2 a 7 anos mais velhos do que eu, e eu era a única menina ainda.
Fernanda: e nada mudou - ela da risada.
Carol: o Tx tem o tipo bem parecido com o perigo, brincam na hora que querem e faz oq eu mando - eu dou risada - Tia Aline é a q acolhe os sem mãe, tu é a próxima - ela sorri e eu dou risada - ela é como uma mãe pra mim, mas eu nunca vou esquecer da minha, não tem nem como - ela sorri meio tristinha.
Fernanda: tu é o orgulho, viu - sorrio pra ela.
a gente ficou um bom tempo ali conversando, ai ela animou um churrasco e eu fui no mercado atrás das coisas enquanto ela fica fazendo outras.
sai do mercado com as sacolas na mão voltando pra casa, cumprimentava algumas pessoas com um sorriso simples, tinha umas mina que me olhava estranho mas nem dei moral seguindo meu rumo.
escuto o barulho de uma moto se aproximando e olho pra trás vendo ele sem capacete e pilotando com uma mão só, ele da um sorrisinho quando me vê e acelera mais parando do meu lado, eu paro de andar e olho pra ele.
Igor: bom dia, gostosa - dou risada - sobe ai - ele faz sinal com a cabeça pra eu subir na moto e estica os braços pra eu entregar as sacolas pra ele.
Fernanda: cadê o capacete?
Igor: tem não, sobe - eu dou risada.
Fernanda: tu anda igual doido cara, eu tenho medo - ele sorri.
Igor: vamos logo - ele praticamente toma as sacolas da minha mão e eu me dou por vencida.
coloco a mão no ombro dele me apoiando e monto na moto passando a perna pro outro lado, ele fala pra mim segurar e eu passo meus braços pela sua cintura, ele acelera dali entrando em uns becos e logo aparece na frente da minha casa.
a gente logo entra em casa, mariana e perigo ja estavam ali, ai chegou mais o pesadelo e o tal do TX, ele tem uma vibe leve, gostei dele. O churrasco começou e desenrolar rapidinho, som, comida, bebida e mais gente chegando, algumas meninas do morro, as que se salvavam e os vapores que não estavam de plantão ta tudo aqui, daqui a pouco vira baile e a gente nem percebe.