Capítulo 16 - O Vinho

1634 Palavras
Sentado a uma mesa no canto do salão, Debbie observou os céus escuros e aveludados pontilhados de diamantes. Seu humor melhorou quando ela se deliciou com o jantar com sanduíches requintados e o som das ondas batendo na superfície da água. De repente, ela sentiu uma rajada de vento frio quando a brisa do mar soprou e acariciou sua pele. Por mais que ela gostasse do sentimento, Debbie preferia se levantar e foi fechar a janela. Eles deixaram a loja às pressas e não perceberam que o cachecol dela foi deixado para trás. Felizmente, as cabines foram aquecidas. Caso contrário, ela teria sentido frio. Só com sua sombra como companheira, Debbie esperou e esperou, saboreando comida deliciosa. Não a incomodou em nada que a festa ainda não tivesse começado. Era simples aliviar o tédio. Depois de hesitar em comer os lanches, Debbie sentiu a garganta começar a queimar. Então ela foi tomar uma bebida e inadvertidamente pôde ouvir uma conversa sobre a família Lu. Pelo que ela ouvia, estavam aguardando a chegada de um convidado ilustre, sem cuja presença a festa nunca começaria e o navio também não zarparia. Então o silêncio foi quebrado. Todas as mulheres caminharam em direção à porta com fúria, mas o mesmo não pôde ser dito de Debbie, que permaneceu sentada e só observou a cena. Aquelas damas pareciam pertencer às famílias ricas. Elas não podiam esconder o grande sentimento de emoção em seus rostos, mas sua delicadeza e sofisticação os impediam de gritar. Alguns segundos depois, Debbie finalmente sabia o motivo desta euforia. A seção de comida estava localizada acima das outras seções, permitindo que ela tivesse uma visão mais clara do que estava acontecendo na porta. Era ele. Nada menos que o marido. As pessoas o conheciam como o solteiro mais rico da cidade E porque poucas pessoas na cidade sabiam sobre o casamento dele. Finalmente, o distinto convidado que a família Lu e todos os outros estavam esperando apareceu na frente deles. No momento em que Carlos chegou, o barco tocou a buzina, sinalizando que ele estava saindo para navegar para o mar. As festividades começaram. Apesar de ter uma personalidade tão desordeira, Debbie sabia que foi o momento de evitar problemas. Nunca foi seu desejo começar uma briga com Carlos, principalmente em público. Mas, aquele homem era quem estava testando sua paciência. Assim, Debbie preferiu evitá-lo como se fosse uma praga. Carlos e sua parceira tiveram a honra de realizar a primeira dança. Todos os encararam, suspirando e sonhando enquanto assistiam a cena, todos, exceto Debbie, que os olhava com desdém. A mulher ainda estava em seus pensamentos, tendo-a insultado no shopping alguns dias atrás. Além disso, havia outro casal. ''Espera ...'' Debbie observou o casal de perto. "Esse é o diretor Curtis?" . Debbie não sabia se o que estava vendo era real, balançou a cabeça e debateu se seus olhos não a enganavam, principalmente com a quantidade de comida e bebida que consumiu. Em um instante, sua mente ficou limpa. Ela cruzou os braços enquanto pensava: ''Claro, sua família é quem organizou a festa. Claro que ele estaria aqui.'' A companheira de Curtis estava vestida com um elegante vestido marrom chocolate, que deslumbrou a todos. Quando a primeira dança foi realizada, aplausos e aplausos foram ouvidos por todo salão. Até Debbie aplaudiu, mas apenas para Curtis e sua parceira. Após a dança, a multidão se dispersou para curtir a festa. As pessoas se reuniam aqui e ali, enquanto algumas ficavam na salão ou no convés. Eles brindaram, aplaudiram, conversaram e riram alegremente. Todos pareciam felizes. No entanto, as pessoas sábias podiam ver que a maioria das pessoas simplesmente compartilhava coisas superficiais e sem sentido entre si. Pode ser que essas pessoas tenham trocado cumprimentos, tenham sido educadas: conversando e dançando, até cansar. Mas tudo isso era apenas superficial, porque nenhum deles compartilharia o que realmente pensava. Quanto ao amigo de Debbie, Jeremias, que a acompanhara, ele estava flertando com duas garotas e, aparentemente, teve bastante sucesso. Um breve suspiro escapou de seus lábios depois de balançar a cabeça. Como já estava cheia, Debbie decidiu caminhar pelo convés e apreciar a vista que a natureza oferecia. O convés estava bastante cheio. Quando a brisa soprou, ela sentiu o frio entrar em sua pele. Estava frio lá fora. Quando ela caminhou em direção à cabine com a intenção de pegar emprestada a jaqueta de Jeremías, ela parou completamente quando viu a situação muito íntima em que ele e uma das garotas com quem estava flertando, agora estavam se beijando . Debbie decidiu voltar, sentindo-se incapaz de continuar em frente devido à situação embaraçosa. Apoiando-se no parapeito e olhando para o mar, ela sorriu: ''Jeremías é um garoto, afinal. Eu não deveria estar tão surpresa. Os homens ficam desamparados contra mulheres atraentes.'' Imediatamente, um pensamento hostil a perturbou. '' Se eu fosse feia ... Jeremías ainda seria meu amigo?'' . "Debbie?" uma voz suave disse, fazendo-a esquecer seus pensamentos. Ela juntou os cabelos atrás das orelhas e voltou-se para a voz. Foi Curtis. "Boa noite, Sr. Curtis", ela o cumprimentou educadamente, como ele havia feito com ela. Agir duro ou arrogante nunca funcionou em Debbie. Até agora, ela gostava da maneira como Curtis ensinava aos outros, era suave e gradual, assim como sua personalidade. Vendo a pele exposta de Debbie ao ar livre, Curtis suspirou enquanto tirava a jaqueta e a colocava por cima do ombro. "Está frio aqui fora. Por que você não ficou lá dentro? " ele perguntou. Uma sensação de calor encheu o corpo de Debbie quando ouviu que Curtis realmente se importava. "Eu comi demais, então vim aqui para uma caminhada para que eu pudesse aliviar meu estômago". Debbie teve que aceitar seu gesto no momento, pois estava congelando na brisa fresca do mar. "Oh, entendo." Curtis achou a resposta de Debbie divertida. "Você veio aqui com Jeremias?" . "Sim" "Esse garoto é mulherengo", disse o homem, apoiando os braços no parapeito e olhando o vasto mar. "Ele abandonou você assim que viu aquela garota bonita." "Está bem. Ele é solteiro',' disse Debbie, nervosa. "Ele tem o direito de ser feliz e sair com quem quiser." Nesse momento, o tópico da conversa mudou. "Venha. Eu quero que você conheça alguém. " "Eh? A quem?" Debbie foi absorvida pelas palavras de Curtis. Por que ele gostaria de apresentá-la a alguém? Ele tratou todos tão bem? Ou apenas ela? Em vez de responder, Curtis estendeu a mão, personificando o seu cavalheirismo. Não havia muita escolha a não ser ceder. Debbie aceitou e o seguiu de volta para salão. Dentro da seção de alimentos Havia três pessoas a quem Curtis queria apresentá-la: Carlos, Olga e a mulher com quem ele dançava. Olhando para os dois primeiros, Debbie sentiu seu estômago revirar. ''Carlos? Ele está brincando?'' . Enquanto Curtis cumprimentava essas pessoas, seu amigo Carlos lançou um olhar penetrante que poderia ser confundido com punhais. Cada segundo era um martírio. A raiva invadiu o corpo de Debbie, assumindo a forma de uma bomba que estava pronta para explodir. Sem dizer uma palavra, ela se virou para sair, mas Curtis estendeu a mão e a deteve. "Debbie, este é Carlos, meu bom amigo. Ela é Olga, sua companheira. E ela é minha namorada, Karina Song ", piscando para Karina, ele sorriu e continuou. '' Karina, essa é Debbie.'' Vendo-se em tal situação, Debbie suspirou para si mesma antes de se virar para ver Karina. Ignorando as outras duas pessoas, ela se aproximou e sorriu. "Olá Karina. É um prazer te conhecer". Perguntas sem fim surgiram em sua mente. Debbie e Curtis não eram nada próximos, então por que ele queria que ela conhecesse sua namorada? Além disso, eles nunca haviam se fa lado, exceto na universidade. Nada fazia sentido. Karina sorriu delicadamente enquanto segurava a mão de Debbie com extrema ternura. "Olá Debbie. Eu ouvi muito sobre você. Você é muito bonita". Sem saber como reagir aos elogios, Debbie apertou os lábios e se concentrou apenas na voz da mulher, que era suave e suave. "Somos amigos agora, então se você precisar de alguma coisa, me procure, ok?" . Eles nunca lisonjearam Debbie assim antes. As duas garotas sorriram, compartilhando o momento delicado até que uma voz as interrompeu. "Karina, você deve se lembrar que não é toda pessoa que pode ser um amigo de verdade. Você precisa abrir os olhos para não se deixar enganar pela aparência de uma pessoa, já que uma alma podre pode estar lá dentro ". Karina e Curtis olharam para Carlos, horrorizados. Curtis havia previsto que eles não ficariam felizes em se ver, mas isso era mais. Apesar do desprezo de Carlos pelas mulheres, ele nunca disse palavras tão desagradáveis para uma, pois não era necessário. Quando uma mulher flertava com ele e se enfiava como chiclete embaixo do sapato, uma frase simples que emanava de seus lábios podia produzir um inferno para ela. ''O que é isso tudo? É por causa do que Debbie disse no vídeo?'' Curtis refletiu, tentando entender a situação. Enquanto Debbie tentava manter a compostura e evitar problemas, aquele homem decidiu insulta-la para abanar o fogo. Consequentemente, a bomba explodiu. ''Já basta!'' Debbie pegou a taça de vinho de Olga e a jogou na cara de Carlos. "Debbie!" Curtis reagiu muito lentamente para evitar uma cena dessas. Os murmúrios encheram o ar no momento em que viram Carlos encharcado de vinho. Houve uma conversa incontrolável, todo mundo falou m*l de Debbie. "Oh, meu Deus!" . "Minha mãe! O que entrou na cabeça daquela mulher? " . "Que insolência ela tem para desonrar o Sr. Carlos com o vinho! " . "Esta louca!" . "Apenas espere e veja. Essa menina já está morta! " . "Não tem como o Sr. Carlos leva isso de ânimo leve. "
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