NARRADO POR SUZANA — “O DIA EM QUE EU ME ARREPENDI DA BAGUNÇA… POR TRÊS SEGUNDOS” Depois que o Sombra foi embora levando metade do sanduíche e 100% da sanidade dele eu fechei a porta. Encostei nela. Respirei. — Tá, Suzana… — falei sozinha. — Agora é hora de recompor a dignidade. Olhei pra camisa do Playboy em mim. Enorme. Preta. Cheirosa. Poderosa. — Mas dignidade confortável, né. Vamos com calma. Entrei no quarto. Abri a sacola de roupa que o Sombra trouxe. Tinha roupa normal. Roupa comportada. Roupa “não vou irritar um chefe do crime”. Peguei uma blusa. Parei. — Muito comportada. Peguei outra. — Isso aqui grita “vou obedecer regras”. Peguei outra. — Não. Não. Não. Até achar. ELA. Uma camiseta larga, mas minha. Um short confortável. Meia errada. Cabelo preso do jeit

