🖤 NARRADO POR PLAYBOY — “O ABISMO TEM NOME E SOBRENOME” — Continua. — eu disse. A palavra saiu pesada, como se tivesse chumbo na minha língua. Eu não dei uma ordem de chefe. Não usei o tom que faz soldado tremer. Foi o pedido de um homem que estava sendo desmantelado por dentro, peça por peça, enquanto olhava nos olhos de uma mulher que já tinha morrido uma vez e continuava ali, de pé. Ela demorou a levantar o olhar. Não era medo — o medo ela já tinha zerado anos atrás. Era cálculo. Como quem mede se vale a pena rasgar a cicatriz e sangrar outra vez na frente de alguém que pode simplesmente virar as costas quando o cheiro do sangue ficar forte demais. — Você tem certeza? — a voz dela era um sussurro quebradiço, equilibrando-se no fio de uma navalha. — Porque depois que eu falar… as pal

