capitulo 26

2139 Palavras

CONTINUAÇÃO — A SALA INTEIRA APRENDE QUE A BARRA JÁ TEM DONO O gemido do Turco ainda ecoava quando eu bati um único dedo no tampo da mesa. TOC. Foi o suficiente para calar até a dor dele. Até o ar ficou mais educado. Batuque claramente tentava manter a postura, mas até ele tinha o olhar travado na mão empalada. Rubião suava tanto que parecia que alguém tinha batido água nele. Jeremias… bom, Jeremias estava pálido, com a mão na boca, como quem segura o próprio estômago pra não pular pra fora. Eu ajeitei a gola do casaco. — Vamos ser diretos — falei, tranquilo. — A Barra… não é uma discussão. — A Barra… não é votação. — A Barra… já é minha. Silêncio. O tipo de silêncio que desmonta homens crescidos. Turco tentou mexer a mão ensanguentada e gritou. Eu o ignorei como se ele foss

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