Dezoito anos

960 Palavras
O dia seria apenas mais um como outro qualquer, Amanda havia emagrecido muito desde a morte do seu pai, mas além da tristeza que carregava, ainda tinha as grosserias do seu tio. Amanda nunca imaginou que pudesse existir um homem tão preguiçoso, m*****o e interesseiro, como esse homem poderia ter correndo em suas veias o mesmo sangue que o seu amado pai. Por que seu pai nunca contou o quão irritante era o irmão? Será por isso que o pai não comentava nada a respeito dele? O maior absurdo foi quando ele procurou por Senhor Juan alegando que estavam sem nada para comer em casa e que o mínimo que ele poderia fazer era apoiá-lo financeiramente, mas no momento que o ex chefe de seu pai ofereceu trabalho para o tio, ele se sentiu ofendido e mandou que Amanda fosse fazer as funções de seu pai, assim teriam um salário mensal. Todo o dinheiro que o pai guardou por anos para que ela tivesse certa segurança financeira, foi utilizado com bebida e noitadas. A vizinhança estava comentando que isto não era forma de cuidar de uma mocinha e até mesmo Dona Consuelo havia oferecido moradia para Amanda, mas para ela se ver livre do tio, somente se fugisse dele, mas agora sem dinheiro nenhum, não teria como. Amanda tomou o seu banho e se arrumou para trabalhar, mas no momento em que estava saindo de casa, ouviu a irritante voz do tio a chamando: _ Amanda, Amanda, onde você pensa que vai sem fazer o meu café? Estou morrendo de dor de cabeça e preciso de algo forte para melhorar. E nem adianta fazer essa cara de deboche que tem a mania de fazer, eu estou de saco cheio de cuidar de você. Desde o dia da morte do meu irmão, me dedico a você, e o que ganho em troca??? Essa sua cara de p*u e a sua preguiça. _ Tio eu vou me atrasar, hoje sou eu que abro a loja. _Então faça tudo mais rápido, está na hora de começar a ser mais rápida menina! O mundo não espera gente lerda como você, eu já estou cansado de ficar aqui. Aliás vê se não demora para chegar do trabalho hoje, hein ... Eu sei que finalmente hoje é seu aniversário, finalmente completou dezoito anos, já não via a hora de deixar esse fardo. Deus está vendo tudo o que eu fiz por você. Enquanto preparava o café uma lagrima escorria pelo seu rosto magro e triste. Desde que o tio mudou para a sua casa, Amanda pensava em opções de fuga e de como poderia se livrar daquele homem. As lagrimas eram de alívio, finalmente se veria livre, continuaria trabalhando, ela gostava muito de estar ali, gostaria ainda mais de poder cuidar do seu próprio dinheiro, afinal desde que iniciou na loja, nunca teve a oportunidade de comprar nada para ela. Nem comida tinham para um jantar decente, pois tudo era para o tio fazer as suas festinhas em bares e bordeis. Ela não percebeu que enquanto fazia o café, o tio estava vasculhando algo em sua bolsa. E quando colocou a bolsa no mesmo local que estava, tinha um sorriso no rosto. _ O café está pronto, não se preocupe, estarei aqui na hora de sempre. Se o senhor for embora, só tranque a porta, por favor. Claudio pensou o que a garota queria dizer, com “ir embora”! Quem ela pensava ser?!?! Logo essa arrogância toda acabaria, e ela ia ver só! Dia longe de casa foi maravilhoso, Senhor Juan lembrou do seu aniversário e como não poderia comprar nada para não ativar o ciúmes de sua garota, achou melhor presentar Amanda em dinheiro, então entregou uma quantia dizendo: _ Esse valor é para que você faça o que achar melhor, sei que Bernardo gostaria de vê-la feliz, então come algo gostoso, compre uma roupa de que goste ou simplesmente, saia para passear, mas não fique enfurnada naquela casa com aquele imprestável. Fui claro? Logo o inverno chegaria e a muito tempo ela estava querendo comprar um casaquinho para usar com os seus vestidos e saias. Amanda costumava vestir-se como a sua mãe, mesma ela pouco se lembrando dos gostos da mãe, mas seu pai sempre que a via de vestido ou algo florido, sorria dizendo: _ Aí está a mini Elisinha!!! Como Dona Consuelo não gostava do tio da menina, levou um pequeno bolinho para a loja de Juan e juntos comeram o doce e conversaram sobre os planos de quando o tio fosse embora, agora que havia completado a maior idade. O dia passou rápido e na volta, apenas parou para comprar o tão sonhado casaquinho, ela havia inclusive informado a sua vizinha que passaria na loja para compra a blusa. Quando chegou em casa, notou que o tio permanecia ali, mas não ligou muito, queria chegar em seu quarto e se trancar para não olhar para a cara dele, mas m*l entrou na sala e foi questionada: _ Não te mandei chegar cedo? E agora deu pra esconder dinheiro do seu tio? Como foi que comprou essa blusa na etiqueta? _ Foi presente do Senhor Juan, e me atrasei, pois, a Dona Consuelo levou bolo para comemorar o meu aniversário Amanda nem tinha acabado de falar, quando viu dois homens enormes saindo da sua cozinha e ouviu quando o tio disse: _ É ela, podem levar. A menina nem teve chance de correr, pois um pano com um cheio horrível foi colocado perto de seu nariz e no momento que estava perdendo os sentidos. No momento em que ela estava praticamente desacordada, viu quando o tio entregou o seu documento de identidade aos homens, e recebendo uma quantia em dinheiro.
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