O terraço do apartamento de Till o recebia com sua suntuosidade verdejante que se derramava pelo peitoril de aço da amurada de vidro. As flores coloridas brotavam da terra adubada, as folhagens eram podadas no tempo certo que lhes proporcionava o crescimento adequado. Ele cuidava do jardim chamado “Elisa” em busca da paz perdida. Encontrava-a na terra que escorria por entre seus dedos, no cheiro das flores e das folhas, na textura das pétalas e na aspereza dos espinhos. Quando mexia no jardim, dissociava-se do seu corpo robótico, das engrenagens que o fazia mover pernas e mãos, girar, se abaixar, pular ou correr, de toda merda em torno do seu magnifico cérebro humano. Naquela tarde, em especial, depois de vir do enterro de Selina e descobrir que Baumann também estava todo cagado — de medo

