Quatro:

1209 Palavras
Por Levi: Essa noiva está me tirando do sério. Mas já já eu dou um jeito naquela ruiva gostosa. Ela desce do carro e praticamente corre pra dentro da sua casa. Bom,eu sou Levi Alcântara,já devem me conhecer bem.Tenho 27 anos e sou empresário. Não estava nos meus planos me casar agora,e ainda mais com uma menina. Inexperiente e que me irrita ao extremo. Quando seu pai me propôs o acordo do casamento eu aceitei somente quando vi as suas fotos. Ela é gostosa de mais. Não sou do tipo de cara que queria casar e formar um família,com filhos e cachorro. Sempre fui galinha,não escondo de ninguém. Mas agora eu vou casar,se quiser manter a minha fama vai ter que ser as escondidas. Podem me achar um filho da p**a,por está obrigando uma menina a se casar comigo. Mas eu não ia ficar no prejuízo. Meu querido sogro perdeu milhões em apostas,ele não ia nunca conseguir pagar. Então juntamos o útil com o agradável. A mulher dele foi a primeira a concordar,queria já jogar a filha pra cima de mim. Aquela mulher só gosta de dinheiro,e isso eu tenho de sobra. Minha cabeça está a mil,não só com essa ideia de casamento,mas também nos negócios. Eu tenho muito trabalho pra fazer,e preciso revisar contratos quando chegar em casa. Meu carro é veloz,e eu uso sua velocidade pra chegar mais rápido em casa.Eu moro em uma cobertura,muito cara por sinal. Mas a sua qualidade faz jus ao preço.Não me importo em gastar,mas que eu saiba gastar.O dinheiro é meu,não devo satisfações a ninguém sobre a minha vida,sobre o que eu compro ou deixo de comprar com ele. Nunca quis ser dependente dos meus pais,então eu comecei trabalhar desde cedo. Nunca usei meu sobrenome pra conseguir nada, por isso uso o sobrenome da minha mãe que é menos conhecido. Guardava a minha mesada todos os meses,fiz isso por anos.Ao entrar na Universidade,eu já procurava uma área pra investir,e ter dinheiro futuramente. E foi assim que eu pensei em casas de apostas.Dão um bom dinheiro. Assim me juntei com o Elvis,um amigo meu. Juntos fundamos a A10 Dividíamos os lucros. A casa foi ficando cada vez mais famosa,cada vez mais dinheiro entrava. E eu gostava de ver minha conta bancária sempre aumentar um zero. Elvis não ficou muito tempo. Me vendeu as suas ações e viajou com uma mulher. Desfez todo o nosso acordo,e simplesmente foi embora. Não mediu as consequências e deixou se influenciar por uma mulher. Agora a A10 é totalmente minha,eu mando e desmando. As mulheres se jogavam em cima de mim quando eu ia as baladas mais caras da cidade. Não faltava mulher pra ficar comigo,mas por saberem que eu era.Elas queriam dinheiro,nada mais que algumas notas de cem. O que elas gostam eu tenho,e o que eu gosto elas têm.É uma troca justa. Agora eu vou ter que sossegar o facho,já que praticamente sou um homem "comprometido". Estaciono meu carro na minha vaga. Entro no hall de entrada,indo em direção ao elevador.Quando já estou dentro,digito o meu código. O elevador não faz tanto barulho,é rápido. E em alguns instantes eu já estou em casa. Afrouxo a minha gravata. Tiro a parte de cima do paletó,está um calor. —Está precisando de algo senhor?—pergunta Tereza,minha empregada. —Não Tereza.—digo e ela ainda fica de pé me olhando.—O que quer? —Queria saber se não está com saudades da gente?—tenho vontade de ri agora. —Da gente?—seguro o riso.—Tereza,Tereza... Estalo a língua,me levantando e indo até ela. —Não existe a gente,e nunca existiu.—o sorriso que agora pouco estava no seu rosto,desaparece rapidamente.—Só foram fodas,prazerosas para ambos os lados.Nada mais que isso. —Podemos repetir Levi.—ela me chama pelo meu nome. —Não te dei tanta i********e pra me chamar pelo meu nome.—a repreendo.—E eu não quero repetir.Te disse que não criasse ilusões em relação ao que tivemos,se é que tivemos algo. —Nos damos bem na cama,isso você tem que admitir.—ela me puxa pela minha gravata.—Somos mais que bons.Somos ótimos na cama. —Talvez você tenha razão.—puxo a minha gravata das suas mãos.—Mas não vai se repetir.Agora pode se retirar,não quero ser incomodado. —Ok.—diz e passa a mão pelos lábios,tentando me atrair.—Já sabe onde me encontrar quando precisar. —Não vou precisar.—coloco as mãos nos bolsos. Tereza é uma mulher bonita. Corpo que chama a atenção de qualquer homem,assim como chamou a minha.Transamos algumas vezes,ela me provocava então não resisti. Em troca de s**o eu aumentava seu salário,sabia que ela necessitava do dinheiro.Ela criou expectativas em relação a "nós".Acha que pode me cobrar alguma coisa,está enganada. Vou até uma estante de parede,abro e pego uma garrafa de uísque.Pego um copo que está em uma mesa abaixo,e me sirvo de um gole. Costumo beber enquanto trabalho,mas não o bastante pra me deixar embriagado e s*******o das coisas.Bebo com moderação. Vou caminhando em direção ao meu escritório,com o copo e a garrafa nas mãos. Eu ainda não almocei,não estou com fome também. Me sento em minha cadeira de couro,me recostanto e bebendo mais um gole da bebida. Coloco a garrafa em cima da mesa e ligo meu computador.Alguns e-mails ainda não estão lidos,trabalho pra mim.Abro alguns e leio rapidamente,outros eu preciso responder,e é o que eu faço. Meu celular vibra no meu bolso,o pego com os olhos vidrados na tela de led. Atendo sem nem saber de quem se trata. —Alô?—atendo formal. —Levi?Filho?—é a minha mãe. —Ah,oi mãe.—digo. —Como você está filho?—Ela pergunta. —Estou muito bem mãe e a senhora?—devolvo a pergunta. —Estou muito bem também.—ela responde.—Está lembrado do jantar hoje a noite não é? —Mais é claro mãe.Como eu poderia esquecer?—minto.Eu me esqueci completamente. —Esqueceu não é?— Ela sabe que eu não lembro dessas coisas. —É.—concordo. —Eu já esperava por isso.Por esse motivo eu te liguei,afim de lembrar.—se ela não liga eu nunca que lembraria. —Ah,ok mãe.Eu vou estar lá.—confirmo a minha presença. —Tudo bem filho.Seus irmãos também vão está aqui.Meus filhos todos juntos novamente.—ela já está quase chorando,eu sei. —Mãe,não precisa chorar.—reviro os olhos.—Eu vou está acompanhado essa noite. —Acompanhado?—nunca tinha levado ninguém lá. —Sim mãe.Levarei a minha namorada.—digo,sei que ela vai perguntar mais coisas. —Eu quero saber dessa história de namorado.—diz,eu já esperava que ela falasse isso.—Nem sabia que você namorava. —Vou levá-la pra você conhê-la .—digo.—Agora eu tenho que desligar,eu estou trabalhando. —Tudo bem filho.—diz.—Até a noite meu amor. —Até a noite mãe.—digo. —Te amo!— ela sempre diz isso no final das ligações,assim como eu. —Te amo também mãe.—digo e finalizo a chamada. Vitória irá comigo hoje a noite no jantar. Já confirmei a nossa presença.
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