Saturday

4984 Palavras
Saturday   Taehyung não disfarçava o quanto estava gostando de ver seu namorado cozinhando só de cueca na cozinha. Seu olhar não era nada discreto em direção ao bumbum redondinho do mesmo, sendo bastante marcado naquela boxer vermelho vinho. Matthew tinha um corpo de deixar qualquer um babando, isso era um fato, e só de imaginar que ele era só seu, Taehyung já se sentia o homem mais sortudo do mundo. — O que foi? — o maior perguntou assim que notou os olhares do Kim, que não parou de encará-lo. — Só vendo o quanto meu namorado é bonito. — fez uma média elogiando o rapaz, que acabou largando o que estava fazendo e indo em direção ao namorado que estava sentado em uma das cadeiras da mesa. Taehyung fez bico esperando que o mesmo o beijasse, mas ao invés disso Matthew passou reto pegando a tigela branca que estava sobre a mesa. O mais velho fez cara de decepção, fazendo o maior rir e parar para beijar sua bochecha se afastando logo depois. Taehyung achava aquilo muito engraçado, Matthew o tratava como se aquele relacionamento viesse de anos, e não como sendo apenas de seis dias. Matthew Kim era fascinante, tudo nele transmitia paixão, uma paixão que cada vez crescia mais dentro do peito de Taehyung. O Kim mais velho queria dizer o que sentia, guardar aquilo estava o atormentando, mas aguentaria mais um dia por Matthew, amanhã poderia dizer tudo o que sentia, e nada mais o impediria de fazer isso. Mas tinha um porém, ainda havia um certo medo em relação ao americano. E se Matthew não sentisse o mesmo? E se esse tempo todo ele só estivesse o fazendo de bobo? — Matt, você me ama? O Kim pareceu não se importar com o que o menor havia dito, e continuou a servir a mesa como se Taehyung não tivesse dito nada. — Matt, você me ama? — perguntou mais uma vez, obtendo novamente o silêncio como resposta — Me ama ou não? — Vai ter que esperar até amanhã para saber. — isso estava o enlouquecendo, queria saber logo de uma vez, e toda essa enrolação o deixava cada vez mais impaciente — Agora coma e pare de ficar fazendo perguntas. Mesmo emburrado, o menor começou a comer — nada no mundo arrancava o apetite daquele rapaz — em silêncio, sua vontade era de jogar aquela vasilha na cabeça do americano, dizer que tinha perdido o apetite e sair da mesa bancando a egípcia. Mas infelizmente, queria comer e desperdiçar comida era um crime federal em sua legislação pessoal. — Pode me levar até a casa do BamBam daqui a pouco? — perguntou entre um mastigar e outro — Precisamos terminar um trabalho da escola. — Tudo bem. Logo depois do café, ambos foram se trocar, Matthew precisava colocar uma roupa para sair de casa, e Taehyung não podia sair por aí vestido em uma das camisas do namorado, isso seria sugestivo demais. Depois de devidamente vestidos, saíram. No carro foi aquele mesmo silêncio, onde Taehyung apenas mexia no som procurando alguma coisa para ouvir, por sorte a casa de BamBam ficava ao lado de uma cafeteria conhecida por Matthew e não precisaria explicar o caminho. Mas o coreano estava incomodado, sua agonia por se tornar conhecedor dos sentimentos do namorado crescia cada vez mais dentro do peito, ele já estava a ponto de explodir. O carro parou bem em frete a casa do tailandês, que ficava no lado direito da rua, e justamente por esse detalhe que Taehyung foi o primeiro a reparar no rapaz moreno que saia da casa de seu amigo, com a roupa ainda bagunçada e os cabelos em pior estado, não demorou muito para reconhecer as feições chinesas de alguém conhecido. — Aquele não é o seu amigo chinês? — indagou enquanto apontava discretamente para fora da janela. — É o Jackson, eu não sabia que ele estava saindo com seu amigo magrelinho. Amigo magrelinho, melhor forma de se referir ao melhor amigo do namorado. — Muito menos eu. Mas isso não é problema meu, só uma pessoa mais s*******o que o BamBam para sair com o BamBam. — refletiu — Preciso ir, te ligo quando acabarmos. — Tudo bem. O americano não se virou para beijá-lo como se costume, e Taehyung acabou levando mais um belo vácuo com seu biquinho. Ah, como odiava aquilo! Matthew tinha que parar com essa mania de se fazer de difícil, isso já estava lhe dando nos nervos. — Meu beijo, Matt. — foi mais direto, Taehyung estava mesmo começando a se irritar naquele carro. O maior se virou selando rapidamente seus lábios aos do Kim, que se irritou ainda mais com isso. Não era desse tipo de beijo que ele estava falando, queria um beijo de verdade, e só sairia daquele carro quando conseguisse o que queria, custasse o que fosse. E foi por isso que se levantou do banco do passageiro, não foi preciso muito esforço para caber entre o volante e o colo do namorando, sentando-se sobre as pernas do rapaz, Matthew não esperava que Taehyung fosse sentar-se em seu colo, ficou surpreso com a busca por atenção de Taehyung, e até mesmo achou aquilo muito fofo, o coreano estava tão desesperado por mais atenção que nem se dera ao trabalho de pensar se aquilo era um ato que afetaria sua dignidade ou não. — Você é maluco. — foi o que o maior disse enquanto o abraçava pela cintura, Taehyung não disse mais nada, simplesmente fez o que queria fazer. Não demorou para ser correspondido naquele beijo, e se tinha uma coisa que Taehyung passou a adorar, era a forma possessiva como Matthew apertava sua cintura e o trazia para cada vez mais perto, o jeito como seu namorado descia as mãos lentamente para dentro de suas roupas, e como aquela mão quente acariciava seu abdômen. Matthew Kim sempre seria o causador das melhores sensações. O mais velho repousava suas mãos nos ombros do americano para ter mais apoio, se fosse por vontade sua, aquele beijo jamais acabaria. Sentia seu corpo esquentar, e uma vontade cada vez maior de continuar aquilo. Taehyung era um bom aluno, mas naquele momento a ultima coisa que se passava em sua mente era o trabalho pendente. Mas infelizmente, ninguém possui um pulmão de ferro, o que acabou os obrigando a parar aquele beijo quase afoito. Taehyung respirava com extrema dificuldade, e Matthew não estava muito diferente. — Agora... eu posso ir. — o menor desceu do colo do namorado, voltando a se sentar no banco do passageiro enquanto arrumava o que acabou ficando bagunçado — Nos vemos mais tarde. Desceu do carro finalmente recomposto, Matthew ainda ficou parado diante da casa até que ele entrasse. A porta ainda estava aberta desde a saída o chinês, e como era praticamente da família, entrou sem bater. Subiu até o quarto do tailandês, e acabou tomando um baita susto ao entrar e encontrar o amigo semimorto, seminu e no meio de uma bagunça tão exagerada que parecia até mesmo que um tufão havia passado por ali para dar um Oi. E ao relembrar a cena do chinês saindo da casa naquela manhã, tinha certeza de que tinha sido isso mesmo. [...]   Desconfortável, era assim que Taehyung estava, seu modo de andar estava claramente afetado, e a careta em si já entregava tudo. Entrou no carro e fechou o cinto como se tudo ao seu redor estivesse sujo, era engraçado de se ver, Matthew teria rido se não achasse que aquilo poderia ser algo sério. — Por que está andando como se estivesse assado? — o maior perguntou. — Me preparei pra hoje, ué. BamBam ensinou tudo, acho que fiz direitinho. — Do que está falando, Tae? — Da chuca, pra podermos ter a nossa primeira vez hoje a noite. Matthew quase bateu o carro do tanto que riu naquele momento, Taehyung era mesmo muito fofo, e não parava de mostrar o quanto era inexperiente nesses assuntos. Realmente, deixar seu namorado andar por aí com o melhor amigo gay passivo e maluco não era uma boa ideia. — Por que está rindo? — o menor estava começando a se irritar, cada vez mais vermelho, tanto de vergonha quanto de irritação. — Você é muito fofo. — foi a única coisa que ele disse, e não adiantou de nada Taehyung ter passado o caminho inteiro perguntando o motivo dele estar rindo, Matthew não disse mais nada. O mais estranho daquilo tudo foi ele ter ido direto para sua casa. Não fazia ideia de que almoçariam com seus pais. Não que Taehyung não gostasse de estar com sua família, o problema mesmo era sua família estar perto de seu namorado, sempre que os três se juntavam sua dignidade e masculinidade diminuía três pontos. Pra piorar tudo Matthew ainda o olhava de canto e ria o tempo todo. Taehyung só queria ser um avestruz e enfiar sua cabeça num buraco, tipo pra sempre mesmo e nunca mais ser visto pela população heterossexual da terra. Sua mãe estava falando da vez em que passaram alguns dias na praia em férias, e que nessas mesmas férias Taehyung havia tentado beijar dois garotinhos da idade dele, mas sempre era impedido pelos pais dos meninos. Matthew estava se rachando de rir, enquanto o mais velho só queria morrer. — Eu não me lembro disso, e se eu não lembro eu não fiz! Regra básica da vida. — Taehyung tentava argumentar como podia, mas já havia perdido a causa antes mesmo de abrir a boca. — Você só tinha cinco anos, desde aquela época eu e sua mãe já sabíamos que era gay, por isso que nenhum de nós se assustou quando apareceu aqui com seu namorado. — se tinha uma pessoa ali que estava completamente confortável com o relacionamento filho, com certeza era o Sr. Kim — Eu sempre achei que todas aquelas suas namoradas eram apenas para tentar disfarçar seu verdadeiro gosto, e aliás, muito bom gosto. Se todos naquela mesa parassem para analisar, a frase dita pelo médico de meia idade havia saído bastante duplo sentido, ou melhor, só tinha um sentido, e era o sujo mesmo. — Obrigado, Sr. Kim. — Matthew notou. — Não tem de que agradecer, estou falando sério, seu namorado é um ótimo rapaz, filho, te trata muito bem, é educado com seus pais, vem de uma boa família, além de possuir uma aparência muito boa. — é, agora ele se entregou mesmo — Se você não ficar com ele, eu fico. Taehyung não sabia se ficava confuso pela frase do pai, ou pela gargalhada descontrolada de sua mãe, se aquilo fosse uma família convencional coreana, aquele discurso jamais teria acontecido, e se tivesse acontecido, a mãe da família deveria estar chateada e não rindo feito uma capivara com alergia. Mas tinha que se lembrar que aquela não era uma família convencional, era a sua família. — Isso lá é coisa pra se dizer na frente do namorado do filho?! — Taehyung se manifestou finalmente, a cara era de pura indignação — Eu esperava isso da mamãe, não do senhor! — Desculpe filho, foi só uma brincadeirinha para descontrair, quero ter uma boa relação com meu genro. — Desde que essa sua boa relação não envolva enfiar a língua na goela do meu namorado, eu não me importo, mas também não precisa falar essas coisas durante o almoço!  Não se faz necessário relatar mais coisas sobre o almoço, muito menos o que veio depois, essa que é a parte interessante, e aliás, tudo é bastante presumível, resumindo-se em mais constrangimentos vindos da família Kim, que adorava revelar detalhes desnecessários da vida do filho, e foi justamente por causa dessas histórias que Matthew fez questão de passar a tarde inteira ali. E depois de ouvir tanta coisa, Taehyung passara a ter certeza de que sempre foi gay, e de que se talvez seus pais tivessem lhe contado todas essas partes compiladas de viadagem de sua vida, teria descoberto sua sexualidade bem mais cedo, e não somente aos 17 anos. Já era gay aos 5 anos. — Matt, vamos embora? — Taehyung praticamente choramingou, só queria se livrar daquela humilhação publica o mais rápido possível. — Eu não sei se você se lembra, filho, mas você mora aqui. — a indireta direta de sua mãe já dizia tudo, Taehyung estava tão apegado a Matthew que nem se lembrava mais que tinha sua própria casa. — Posso dormir na casa do Matthew, mamãe? — pediu fingindo-se de bom menino, um bom filho que queria fugir dos constrangimentos dos pais. Queria tanto fugir dali que nem se dera conta de que ficar em casa era uma aparente fuga caso não quisesse ter sua primeira vez naquela noite. Burrice o nome disso. — Só vou deixar porque você é homem e não importa quantas vezes dê o r**o, nunca vai engravidar.   [...]   Mesmo duas horas depois, Taehyung ainda digeria as palavras de sua mãe, era nessas horas que parava para refletir o motivo de ter deixado seu namorado se aproximar de seus pais, eles eram dois loucos, e não importava o quanto torcesse para que tudo fosse tranquilo, hora ou outra algum dos dois diria algo constrangedor. Mas fazer o que né? Não podia trocar de família na maternidade. Será que dava pra anunciar na OLX? Já havia anoitecido, e Matthew estava na sala assistindo alguma coisa enquanto Taehyung terminava de tomar banho, eu por sinal estava demorando demais. O americano estava tão entretido com a série da Netflix que nem notara quando o banho demorado de Taehyung acabou e o Kim apareceu na sala apenas com uma toalha na cintura e os cabelos ainda molhados e despenteados. E claro, o colar com o anel. — Estou pronto. — somente depois dessa frase que Matthew o olhou. — Pronto pra que? — perguntou aparentemente confuso, ninguém saia de toalha por aí, muito menos Taehyung. — Pra termos nossa primeira vez, ué! Claro, tinha esquecido da loucura nova do coreano, Taehyung mesmo muito inocente com qualquer coisa que envolvesse sexo, e isso chegava a ser engraçado. — Taehyung, vem aqui. — o maior o chamou batendo em seu colo, o mais velho se animou achando que Matthew seguiria com o planejado. O Kim se acomodou no colo do namorado, o sorrisinho inocente e quase infantil enfeitando seu rosto bonito. Matthew sempre gostou dos sorrisos fofos do namorado, até mesmo quando ainda nem eram namorados. — Tae, as coisas não são assim. — começou — Essas coisas não se programam, elas acontecem quando menos esperamos, não é simplesmente aparecer e dizer “vamos ter nossa primeira vez”, quero que seja algo especial pra você, e que esteja confortável quando acontecer. Essa era a certeza que faltava, e depois de ouvir aquilo, Taehyung não tinha mais dúvidas de que Matthew era o homem de sua vida, e de que podia confiar nele. Matthew Kim era um homão da p***a, e não tinha ninguém no mundo que negasse isso. — Matthew, se esse for o nosso ultimo dia juntos, quero ter vivido tudo o que eu puder viver com você, não quero me arrepender de ter deixado de fazer algo. — Tem certeza? — Tenho. — Então vamos para o quarto. No caminho até o quarto a coragem foi morrendo, Taehyung tinha que confessar, estava confiante do que queria, mas era só parar para pensar na dor que sentiria que as coisas saiam do controle. Já havia visto o tamanho do instrumento do namorado, aquilo o deixaria sem andar com toda certeza do mundo. Mas quem tá na chuva é pra se molhar. E depois que Matthew fechou a porta, Taehyung constatou que não haveria mais saída. Se correr o bicho pega, e se ficar o bicho come, literalmente. — Você quer mesmo isso? — o maior perguntou novamente — Ainda dá tempo de desistir se quiser, voltamos pra sala e fingimos que nada aconteceu, juro que nem toco no assunto e nem nada do tipo. O Kim até pensou por uns dois segundos. Mas do que adiantaria mudar de ideia naquele momento? Se não fosse com Matthew, seria com alguém algum dia, e se fosse pra escolher, escolheria Matthew Kim todas as vezes. — Eu quero mesmo, Matt, quero fazer amor com você. Matthew se deu por vencido. Também queria fazer aquilo, e ter a certeza que Taehyung queria de verdade o deixava mais confortável. Tirou sua camisa ainda de pé diante do coreano, Taehyung ficou parado o olhando se despir. Tirou a calça e logo em seguida a cueca, ficando completamente sem roupa, nada de muito emocionante até então. Taehyung teria que entender que a vida não era como nos doramas, e que a maioria das histórias de amor romantizam demais o sexo, sendo que no fim das contas, a primeira vez de alguém se resume em dor, medo e gritos escandalosos. O coreano respirou fundo antes de deixar sua toalha cair, ficando nu diante do namorado. Seu coração pulsava tão forte no peito que tinha medo de que Matthew ouvisse. O americano deu dois passos a frente, o mais velho fez o mesmo os deixando agora cara a cara. — Não é como nos doramas, Tae, posso acabar machucando você. — Me machucar não vai mudar o que eu sinto por você. Taehyung fechou seus olhos, o que era a deixa para que Matthew o beijasse. Um beijo calmo e lento, que aos poucos foi se tornando afoito e necessitado, e as mãos antes respeitosas do americano se tornaram invasivas e impacientes. O menor sentiu o forte aperto em sua nádega esquerda e o quanto isso era bom e excitante, a medida que o beijo continuava a aumentar o ritmo, a ereção de ambos também crescia. O tempo que teve para respirar foi demasiadamente curto, sendo que segundos depois seu corpo foi jogado sobre a cama com pouca delicadeza. Ambos sorriam em meio aos beijos, ao mesmo tempo que seus corpos se ajustavam no meio dos travesseiros. Matthew parou por alguns instantes continuando com o mesmo sorriso no rosto, o sorriso que deixava Taehyung mais calmo no meio de tudo aquilo. Apoiou-se nos cotovelos enquanto beijava e mordia a clavícula do menor, que de olhos fechados se permitia apenas sentir. Lentamente os beijos foram descendo rumo ao peito e o abdômen, o coreano não fazia ideia de como aquilo poderia ser bom. Talvez fossem as borboletas no estomago, mas sentir os beijos molhados de Matthew em seu corpo o faziam sentir como se sua pele formigasse. Queria que durasse pra sempre. — Matthew... — gemeu. Aquilo era como musica para os ouvidos do americano. Mas o gemido maior veio mesmo quando o Kim desceu mais um pouco, até conseguir estar à altura do m****o do coreano, onde por fim passou sua língua por toda a extremidade do falo. Taehyung se contorceu ao sentir seu pênis sendo engolido lentamente na primeira vez, sendo que a lentidão logo foi substituída por movimentos rápidos que o faziam se contorcer ainda mais. Muito bom. Taehyung era um garoto inocente, e quanto mais provava do mesmo, mais Matthew comprovava isso, poderia fazer qualquer coisa com ele, Taehyung não teria como recusar, e nem chances de reverter a situação. Todavia, o que sentia por ele o fazia respeitá-lo, nunca o machucaria, pois algo dentro de si implorava para que o protegesse. Era bom, ver seu namorado se contorcendo e implorando por mais toques, ver como ele facilmente se entregava, tivera até mesmo que segurar as pernas do menor para que ele não se mexesse tanto. Aos poucos foi conseguindo que Taehyung relaxasse e não se movesse da mesma forma. — Fique parado, Tae, vai acabar me chutando. Taehyung se sentiu envergonhado por seu pequeno escândalo, e tratou de relaxar os músculos de todo o corpo, respirou fundo, e logo que fechou novamente os olhos, Matthew viu que era a hora de continuar. Desceu sua língua até os testículos os sugando, primeiramente leve e logo depois com mais força, Taehyung teve que agarrar os lençóis para não dar uma joelhada em Matthew. O mais novo passou sua língua pelo falo o abocanhando mais uma vez, retornando com os mesmos movimentos que alternavam entre lentos e rápidos. Taehyung não mais conseguia segurar seus gemidos de prazer. Afundava cada vez mais seus dedos entre os lençóis azuis, tão inebriado que chegava a machucar seus lábios pela força que colocava ao tentar não dar nenhum escândalo. Matthew parou o que estava fazendo, passando a engatinhar pela cama indo em direção ao rosto do menor, que abrira os olhos para olhar o que o namorado fazia. Matthew abriu aquele mesmo sorriso, e o mais velho não conseguiu contar o próprio, sorrindo da mesma maneira. — O que mais você precisa para confiar de verdade em mim? — o maior perguntou em um simples sussurro, a voz rouca rente a sua boca, deixava Taehyung mais quente, ou ainda mais apaixonado. — Eu já confio de verdade em você, Matthew. Mais um sorriso muito aberto, logo em seguida voltando a beijá-lo com paixão e carinho, sentindo e tocando cada detalhe da boca quente do coreano. Seus beijos começaram a descer novamente, até se concentrarem nos ombros, onde várias marcas acabaram por serem deixadas. Marcas que nem uma sessão com água gelada seria capaz de tirar. Os dedos de Matthew se perdiam em meio a carne farta das coxas de Taehyung, apalpando cada centímetro de pele que pudesse, queria tocá-lo por inteiro, sem esquecer um só detalhe que fosse, e gravar em sua memória todos os sabores do mais velho. Mordia a extensão do abdômen e lambia cada gominho da barriga bem torneada do menor, o corpo de Taehyung era perfeito, e quanto mais provava, mais tinha certeza. O olhou pela última vez, beijou seu umbigo de uma forma carinhosa enquanto ainda o encarava, era a sua forma de dizer que estava ali, que o respeitava, e que jamais faria algo sem sua permissão. Esse carinho e cumplicidade era o que Taehyung mais amava em seu namorado. O menor sorriu respondendo aquela pergunta muda, sorri era o que mais fazia quando estava com o americano. — Vire de costas, Tae. Taehyung respirou fundo antes de obedecer, chegara a hora de provar que realmente estava disposto a ir até o final, que não daria para trás e fugiria. Virou-se de costas apoiando-se nos cotovelos para deixar seu corpo mais confortável e poder também dar uma espiada por cima do ombro. Matthew apoiou-se também nos cotovelos, e por ser um pouco mais alto, era tamanho certo para estar por cima sem colocar peso no corpo do coreano. Começou beijando seu ombro, logo em seguida descendo por suas costas, onde também mordeu e chupou realizando seu desejo de marcar por completo o corpo do rapaz, assim como disse que faria algum dia. Desceu até estar rente a carne farta do bumbum do menor, onde realizou mais um desejo, que era o de apertar firme entre seus dedos e sentir toda a maciez daquela pele. Taehyung conteve o gemido. Beijou cada pedacinho que pudesse, cobrindo a pele com suas marcas. Separou as nádegas aproximando seu rosto, podia ver a entrada de Taehyung piscar de ansiedade e excitação, junto com uma pitadinha de medo. Passou sua língua de ponta a ponta sentindo o gosto salgado de Taehyung, o menor estremeceu diante do toque tão íntimo, e pela primeira vez na vida, o Kim ganhou um beijo grego, e adorou isso. Suas pernas amoleciam diante das entocadas feitas com a língua do maior, se não estivesse deitado cairia. Matthew passou seu braço em redor da cintura do mesmo, o obrigando a flexionar os joelhos e acabar ficando de quatro sobre o colchão. Taehyung passou longos segundos apreensivo, Matthew havia levantado da cama para buscar algo, até pensou em se deitar novamente, mas o americano voltou, e dessa vez estava com um tubinho em mãos, ao qual Taehyung logo descobriria o que era. Não demorou muito para o maior estar novamente atrás do namorado na cama. O Kim sentiu algo viscoso tocando sua entrada, e até mesmo se fechou em receio. — Tá tudo bem, isso vai evitar que eu te machuque muito. — Matthew o acalmou, voltando a espalhar o lubrificante pelos dedos, os inserindo devagar no menor. O coreano passou a apreciar aquele toque como algo bom, não poderia rejeitar os dedos sabendo que algo maior ainda estava por vir, algo bem maior, diga-se de passagem. Era estranho, mas mesmo assim era bom. Relaxou para que os dígitos do namorado entrassem com mais facilidade, e logo o que era apenas um passou a ser dois. Doía um pouco, mas tinha que admitir que lhe trazia uma sensação de pequeno prazer. A dor mesmo em si passou a aumentar no momento que Matthew passou a abrir os dedos na busca de alargar a entrada de Taehyung, que por ser virgem, não daria passagem. — I-isso machuca. — o menor sentia a garganta comprimir pela dor que sentia, ficava difícil falar. — Tá tudo bem, meu amor. Ouvir Matthew chama-lo de amor era tudo o que Taehyung precisava. Tentou se manter relaxado, mas ao sentir algo forçando sua entrada o desespero lhe tomou conta, estava começando a doer, por mais que escorregasse, ainda doía muito. Matthew não demorou reparar no quanto Taehyung estava tenso, uma mostra clara do quanto estava inseguro. Então desistiu de invadi-lo daquela forma. — Tae, se sente e olhe pra mim. Estranhou ouvir aquilo, mas obedeceu mesmo assim, sentou-se na cama ficando de frente para o namorado, Matthew estava sentado sobre as próprias pernas, o pênis ereto ainda pingava o lubrificante, o coreano se sentia constrangido, com medo de ter feito algo errado. — Você está com medo, é normal, mas eu preciso que você relaxe, se não relaxar vai se machucar demais. — o menor baixou o olhar envergonhado, mas os dedos de Matthew o fizeram olhar para cima mais uma vez — Olhe pra mim, não tenha vergonha de nada, eu sou seu namorado, vou te entender e tentar te ajudar em todos os seus medos. — É que... — o menor balbuciava sua falta de coragem — Eu estou tão feliz, estou com quem eu amo, mas você não me deixa dizer que eu te amo, eu tenho medo de ser só isso, Matthew, de que depois que você me comer você me abandone, eu não quero que você me abandone, eu quero ficar com você pra sempre, eu quero... Afoito, Taehyung começara a falar sem parar, as lagrimas já desciam de seus olhos, estava desesperado, tinha medo de que naquele exato momento Matthew desistisse de tudo, não deveria tê-lo desobedecido e falado antes do domingo chegar. Mas não podia fazer nada, não aguentava mais guardar aquilo. Matthew o segurou pelos dois braços, o derrubando sobre o colchão, abriu suas pernas se posicionando entre elas. Taehyung  se apavorou, nunca viu Matthew agir dessa maneira agressiva, queria gritar, mas estava com tanto medo que apenas o encarou ainda com lágrimas nos olhos, os arregalando em espanto. — O que... Logo o maior começou a rir como ria na maioria das vezes que Taehyung fazia ou falava algo completamente fora de contesto, ria ainda muito próximo ao seu rosto. Parando apenas uma vez para beijar sua testa. — Eu também te amo, seu frouxo. — Matthew confessou enquanto continha sua risada, passou seus dedos já enxutos pela bochecha do menor, que não sabia se ficava com raiva pela brincadeira ou feliz pela confissão. — Ama mesmo? — perguntou emburrado e desconfiado. — Amo do tamanho do universo. Taehyung sorriu empurrando Matthew para que ele deitasse, logo em seguida sentando-se sobre a barriga do mesmo, parando por alguns instantes para que o mais novo entendesse o que ele iria fazer. — Então agora podemos terminar o que começamos. — foi a ultima coisa que o menor disse antes de se apoiar pelos joelhos e posicionar por si só o pênis de Matthew em sua entrado, sentando-se sobre o mesmo ditando o próprio ritmo. Parou no momento em que conseguiu colocar tudo. E Aquilo Doía Para Um Caralho — Sabe. — Taehyung começou a falar no mesmo momento que deu o primeiro movimento de subida — Comecei a ver doramas gays quando começamos a namorar, pra poder saber como deveria me comportar. — desceu mais uma vez, parou para respirar fundo continuando seus movimentos lentos de subida e descida — Idealizei demais o sexo, achei que seria... — parou de novo para respirar e conter o gemido de dor — Os passivos fazem o maior cu doce. Matthew riu, até mesmo na hora do sexo o Taehyung não deixava de ser o... O Taehyung. Segurou na cintura do mesmo para lhe ajudar a subir e descer. Estava começando a ficar bom. — Foi quando eu percebi... — gemeu — Que eu era o passivo. — começou a ir mais rápido, por mais que ainda doesse — Fiquei com medo. — um pequeno prazer lhe atingiu, a expressão era clara, foi quando Matthew percebeu que estava perto e quase acertando sua próstata — Mas percebi que não deveria, posso confiar em quem... Achou, o rosto se contorceu em prazer e até mesmo seus olhos se reviraram. Matthew o empurrou até cair no colchão, Taehyung sorriu vendo seu namorado sorrir também, agora Matthew repousara seu corpo sobre o mesmo, se enfileirando entre suas pernas, voltando a penetrá-lo. Taehyung começara a se acostumar, por isso foi mais fácil relaxar e deixar acontecer. O americano começou a ir mais rápido, rápido e forte o suficiente para ouvir o som de seus corpos se chocando. Doía, mas vez ou outra sua próstata era atingida lhe dando prazer. Se tinha alguma duvida se era gay, agora já não tinha.  
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