A voz da minha mãe foi ficando cada vez mais próxima e não demorou muito até que ela, acompanhada da tia Vera, entrasse na sala de estar. - Olha ela ali, linda como você sempre foi, Ângela. - Tia Vera aponta para mim. - Quisera eu a sorte de ter uma filha parecida comigo. - suspira. - O único que saiu de meu ventre teve a indecência de ser a cara do pai. - É verdade que o Davi tem alguns traços do pai, mas Augusto jamais foi tão bonito quanto o filho. Essa beleza toda veio do seu DNA, Vera, não há dúvidas. As duas mulheres ficaram ali elogiando o filho uma da outra enquanto eu e o Davi ficamos mudos apenas observando. Era como se nem estivéssemos ali. Tia Vera novamente nos deixou para voltar aos seus afazeres na cozinha e encarregou o Davi de nos servir de mais vinho, deixando minha m

