Talibã narrando Eu não faço nada no impulso. Pode até parecer, pra quem vê de fora. Mas cada passo meu é pensado. Cada decisão tem um motivo. E quando eu decidi colocar a Fernanda pra fazer entrega… não foi diferente. Ela precisava entender como funcionava. Na prática. Sem romantizar. Sem achar que dava pra fugir daquilo. E, pra isso, eu precisava de alguém que soubesse ensinar. Alguém que já tava na correria há tempo. Chamei o Coiote na boca. Ele não demorou pra colar. Entrou na minha sala daquele jeito dele, meio desconfiado, mas sempre na postura. — Qual foi, patrão? Encostou na parede, cruzando os braços. Fui direto. — Tu vai sair com a mina. Ele franziu a testa na hora. — Que mina? — A nova. Ele ficou em silêncio por um segundo. — Pra quê? Me encostei na cadeira. — Ensin

