Gustavo Pierone Sexta-feira deveria ser mais tranquila. Deveria. Mas aparentemente todos os problemas ginecológicos da cidade resolveram aparecer no meu consultório no mesmo dia. Assinei mais uma ficha, encostei na cadeira e passei a mão pelo rosto, soltando o ar devagar. — Próxima — falei, já sem muita emoção. A porta abriu… e não foi a secretária. — Eu me recuso a acreditar que você ainda atende gente às seis da tarde numa sexta-feira — Gabriel entrou sem bater, como sempre. Fechei os olhos por um segundo. — Eu me recuso a acreditar que você ainda não aprendeu a bater na p***a da porta. — i********e — ele respondeu, entrando e se jogando na cadeira da frente. — Coisa linda. — Eu tô trabalhando. — Eu também — ele rebateu. Abri os olhos, encarando. — Você não trabalha nessa á

