Gustavo Pierone Se alguém me dissesse, há alguns dias, que eu me sentiria assim dentro da casa de outra família… Eu riria, mas ali estava eu, com um copo na mão, encostado próximo à mesa da sala, observando aquele caos organizado com um sorriso que eu não fazia questão nenhuma de esconder. Gente falando alto, rindo sem filtro, discutindo quem ia comer mais, quem estava mais bonito, quem engordou, quem casou, quem ainda não tomou jeito… E, no meio de tudo isso eu me sentia… bem. Não como um convidado, mas quase como parte. — E você é o Gustavo? Virei o rosto ao ouvir a voz animada. Uma senhora — provavelmente uma das tias — me olhava com curiosidade e um sorriso simpático. — Sou eu mesmo — respondi, educado. — Ah, meu filho… — ela abriu ainda mais o sorriso — a gente já ouviu fala

