Semanas depois A dor me atravessa como ondas intensas e cruas. Cada contração parece partir meu corpo ao meio. Minhas mãos agarram as de Giovanni com uma força quase desesperada, como se ele fosse a única âncora me mantendo firme nesse mar revolto. Estamos no quarto do hospital, rodeados de luzes e vozes, mas para mim só existe ele — meu porto seguro, meu amor — e a certeza de que, a qualquer instante, nosso filho vai chegar ao mundo. Minha respiração se acelera, os músculos doem, o suor escorre pela minha testa e molha meu pescoço. Tudo em mim treme. Mas o olhar dele, firme e emocionado, me alcança como um raio de paz em meio ao caos. Ele aperta minha mão, me observa com olhos marejados, e sua voz sai trêmula, quase quebrada de emoção. — Você está indo muito bem, Beatriz. Eu estou aqui
Baixe digitalizando o código QR para ler incontáveis histórias gratuitamente e livros atualizados diariamente


