Gabriel narrando Cheguei na boca já de Hilux, vidro fechado, aquele ronco do motor que todo mundo reconhecia. Os moleque abriram o portão assim que me viram, respeito no olhar. Estacionei no canto e subi direto pra sala de comando, onde só entrava quem tinha moral. Vini e Leo já estavam lá, sentados na mesa grande de madeira. O mapa da quebrada aberto, algumas garrafas d’água, celular apitando de mensagem o tempo todo. O clima era sério. — Chegou na hora, p***a. — Leo soltou, rindo, mas eu vi no olhar dele que tava concentrado. — Sempre na hora, c*****o. — respondi, puxando a cadeira e me jogando nela. — Fala aí, como vai ser essa p***a de festa? Vini ajeitou o boné na cabeça e acendeu um cigarro. — Mano, não é só festa, não. É reunião pesada. O Gringo tá vindo, e junto com ele um pa

