Capítulo 121

1249 Palavras

Gabriel narrando A Hilux cortava as ruas do morro com violência. O barulho do motor ecoava alto, e nem os passarinhos ousavam cantar com a tensão que tava no ar. Meu sangue tava fervendo. Meus olhos, secos. Nenhuma lágrima, só raiva. Cheguei em casa, e pela primeira vez… aquele portão se abriu sem que meu peito enchesse de alívio. Sem que meu coração batesse acelerado por saber que ela tava lá dentro. Porque ela… não tava. Desci do carro e fui direto pro quarto. Nem tirei o tênis. Nem cumprimentei ninguém. O quarto tava exatamente como ela deixou. O cheiro dela no ar, misturado com o perfume doce que sempre deixava no ar-condicionado. A coberta jogada de lado, o travesseiro ainda com a marca da cabeça dela. Fechei a porta e encostei nela com força. Respirei fundo. Mas não teve jeito…

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