Capítulo 54

2288 Palavras

Diogo Bittencourt Quando Maitê passou pela porta de vidro da clínica, confesso que me senti um pouco irritado pela sua demora e tive a imensa vontade de lhe dar um sermão. Depois do sequestro, ela corria perigo ao estar sozinha. Os homens de Santorini poderiam estar espalhados por aí, esperando somente por uma oportunidade para agir. E já que o rosto de Maitê estava bem conhecido por entre aqueles homens, eles poderiam voltar a tentar algo contra ela, e dessa vez, até mesmo pior que um sequestro. Mas aí, me lembrei que eu estaria me colocando no papel de um irritante e exagerado homem preocupado, que Maitê tanto odiava, então, repensei. Qualquer palavra que eu dissesse, com o intuito de protegê-la, sabia que ela iria reclamar e discordar, dessa forma, decidi ficar calado e não dizer um

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