cap 152 saudades dela

1080 Palavras

Cobra... — Não posso fazer isso, o diretor tá me vigiando. Você acha que eu também não sou revistada quando entro aqui? — Ângela me fala, e eu encosto na cadeira, cruzando os braços, puto de raiva. Queria um telefone, precisava de um urgentemente. Precisava resolver esses pepinos, saber como vai ser a fuga. Eu não fico aqui mais anos nem fodendo. A Ângela era a única que conseguia vir me ver, mas entrava sem nada também. Era uma p***a. — Calma, vou pedir pra alguém trazer. O Gael vai resolver isso — ela diz, e eu suspiro alto. — Como tá por lá? — pergunto, e ela balança a cabeça. — Descaso total, uma verdadeira baderna. Viatura ronda a favela toda hora, revistando a casa dos que ficaram, das mulheres... — E na minha? Na da minha mãe? — Fecharam a sua. Alexandra nem consegue ir lá —

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