Capítulo 240: Autoleon de Estefano

1196 Palavras

A cidade era mais quente do que eu esperava. Para onde eu olhava, havia prédios antigos e decadentes, ruas estreitas demais para estruturas grandes demais, fantasmas de pedra que abrigaram gerações de conquistadores e conquistados ao longo dos séculos. O mundo antigo era fascinante, entretanto, eu buscava sangue novo. Sangue virgem. Palermo tentava esconder seus segredos, mas, para mim, ela os revelava de forma tão clara quanto o Monte Pellegrino. O maciço de calcário se erguia sobre o golfo não apenas como uma montanha, mas como um gigante de pedra cinzenta que observava o caos urbano com a indiferença de um deus, bloqueando o mar e prendendo os pecados da cidade contra suas encostas íngremes. O Palazzo Rossi, no coração da Kalsa, era a joia dessa coroa decadente. Um amontoado de pedra

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