Eu xinguei mesmo. E empurrei. Mas acho que não devia ter feito isso. As minhas mãos latejavam, a dor subindo pelos meus pulsos. O cretino era feito de osso e músculo puro, uma combinação que eu não sabia ser possível em alguém que parecia tão... magro de roupa. Uma muralha. Voltamos a nos encarar, a respiração ofegante, a adrenalina ainda correndo. Minha mente, em um flash de fúria cega, pensou no próximo movimento. Qual seria mais eficaz? Pular sobre ele e furar seus olhos com os dedos? Chutar seus ovos de carne enrugados? Antes que eu conseguisse decidir, alguém bateu na porta da suíte. Não só bateu. Ouvi o som inconfundível de uma chave girando na fechadura. A porta se destrancou e começou a se abrir lentamente, sozinha, revelando a sala de estar vazia. Nós dois nos olhamos, a bri

