Capítulo 13: Emanuele

633 Palavras

Com a mão ainda um pouco trêmula, levei o garfo à boca. Era macarrão, do tipo chato e comprido, coberto por um molho de carne escura e desfiada. A carne parecia ser de criação, de carneiro talvez, um guisado que passou horas no fogo. A mistura não estava r**m, o gosto era... rico. Mas faltava alguma coisa. Faltava o coentro, o cominho, o toque de pimenta que faria aquilo cantar na minha língua. Faltava o tempero da minha casa. Comi em silêncio, mais por necessidade do que por prazer, sempre sentindo os olhos da velha em mim. Então, a voz rouca dela cortou o silêncio de novo. — Vino, ragazza? A pergunta, em italiano dessa vez, foi seguida por um gesto na direção de uma garrafa escura sobre a mesa. Vinho. Ela estava me oferecendo vinho. Eu nunca tinha bebido nada alcoólico na vida, a

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