O riso de Romeo era o som mais irritante do inferno. Enquanto ele se divertia com a própria piada suja sobre o jantar, os meus olhos estavam fixos no centro do rosto dele. O nariz. Estava perfeito. Reto. Uma linha impecável. O cirurgião que ele contratou, provavelmente trazido da Suíça a preço de ouro, tinha feito um milagre. Não havia cicatriz, não havia inchaço, não havia sequer um desvio no septo. Aquela perfeição plástica me enfurecia mais do que o nariz torto me enfureceria. Era como se ele estivesse cuspindo na minha cara. Era a prova de que, não importava o quanto eu batesse, o quanto eu sangrasse pelas mãos para manter minha honra de pé, Romeo sempre poderia usar o dinheiro do cofre para apagar as consequências. Eu quebrei a cara dele para ensinar uma lição sobre respeito. El

