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1859 Palavras
Meus amores a história minha esperança não irá ter mais pois deu um pequeno problema nela a história agora se chama meu pequeno milagre desde já agradeço a compreensão e boa leitura Letícia Santos Na manhã seguinte após Letícia dar as aulas ela seguiu até a casa de Matheus, e daquela vez ela não havia sido barrada na entrada, a mesma estacionou o seu carro no pátio e desceu do veículo, e antes que ela pudesse bater na porta a mesma se abriu e o homem que parecia o mordomo apareceu. — Boa tarde — Boa tarde — Ela sorri — O meu nome é Letícia e eu sou a professora do Matheus O homem acenou com a cabeça e permitiu que ela entrasse na casa, que para ela aquilo não era uma simples casa e sim uma mansão enorme e Letícia nunca tinha entrado em uma casa tão grande e rica. — O pequeno está no quarto — O homem fala e ele parecia um robô — Ele está bem ? — Letícia pergunta preocupada, enquanto ela e o mordomo subiam as escadas — Ele passou a noite com febre, mas agora ele está melhor Letícia sentiu seu coração se encolher no peito ao ouvir aquilo, quando chegaram no quarto do pequeno a jovem professora já foi falar com o seu aluno. — Boa tarde querido, como você está ? — Ela fala e lhe dá um beijo na testa e ela vê que a pele dele ainda estava um pouco morna — Eu estou bem — ele sorri, mas Letícia havia percebido que o garotinho estava pálido demais e os lábios dele ainda estavam sem cor e o pequeno parecia tão frágil — Eu acho melhor você descansar hoje meu amor, amanhã nos fazemos as tarefas — Letícia fala colocando os livros na mesinha que havia ali — Tia não vai não — Letícia sente a mão pequena segurar o braço dela com força — Por favor fica aqui comigo eu senti tanta falta da escola — Tudo bem querido eu fico, mas só por hoje nós não vamos estudar tabom ? Nós não podemos descuidar dos estudos — O menino assente concordando — O que você está assistindo ? Matheus mostra o Tablet pra ela, e nele passava um desenho animado da Disney, e assim os dois ficaram assistindo aos desenhos e o pequeno garotinho falava sobre os personagens e a história, mas Letícia percebia o quão fraco ele parecia estar, e será que o pai do garoto não percebia o estado que ele estava ? E algo lhe dizia que aquele garotinho não estava nenhum pouco bem, e quando estava anoitecendo uma mulher com o rosto bem sorridente entrou no quarto e deixou a bandeja com o jantar dele em cima da mesinha. — Obrigada — Letícia agradeceu a mulher — Coma tudo em Matheus — ela fala e sai do quarto em seguida — Eu não estou com fome tia — Ele fala baixinho — Mas meu amor você precisa se alimentar, você precisa ficar bem forte — ela pede — Você não quer voltar para a escola ? — Quero muito tia — Então para isso você tem que alimentar, você tem que ficar forte e bem saudável — Letícia se levanta da cama e leva bandeja até a cama, e aos poucos ela foi ajudando o garotinho a comer, e foi assim que ele tomou toda a sopa que estava no prato e aquilo acalmou o coração de Letícia Quando a moça estava colocando a bandeja vazia sobre a mesinha a porta do quarto foi aberta novamente e dessa vez quem entrou foi Augusto, o homem marcante estava vestido todo de preto, olhou para ela mas não falou nada apenas a cumprimentou com um aceno de cabeça. — E você meu pequeno como está ? — Ele pergunta ao filho — Eu estou bem papai — o garotinho fala sorrindo — A tia me ajudou a comer — Que bom eu fico feliz filho — Papai, a tia não pode vir morar conosco ? — Matheus — Letícia fala mortificada, e se aquele homem estranho pensasse que ela havia pedido para o menino para falar aquilo — Tia, você cuida tão bem de mim — O garotinho fala bastante manhoso e Letícia riu — Querido eu não posso, eu tenho a minha casa você lembra ? — Então eu vou ir morar com você na sua casa — Ele disse como se aquilo resolvesse o assunto Letícia sorriu e sentiu o seu coração se despedaçar pelo garotinho, Matheus era carente e por isso ele tinha se apegado tão rápido nela, uma simples professora. — Filho, a sua professora tem a casa dela e nós não vamos incomodá-la — Mas papai...... — Matheus — O homem fala sério O homem se levanta da cama e vai até Letícia. — Nós precisamos conversar — Papai eu não quero ficar longe da minha tia — Ele fala triste e com a voz chorosa — Matheus esse assunto está encerrado — Augusto fala sério Quando o pai do garoto sai do quarto Letícia vai até a cama do menino e segura nas mãos dele. — Ei meu amor não fique triste, eu prometo que vou estar aqui sempre que você precisar Matheus não fala nada apenas se vira na cama e coloca o seu cobertor sobre a cabeça, Letícia solta um suspiro bem desanimada e sai do quarto, e antes mesmo de perguntar aonde encontrar Augusto, o homem aparece na sua frente. — Venha comigo Augusto a leva até um cômodo da casa e parecia ser o quarto principal e quando entraram Letícia viu um escritório bastante amplo e decorado de forma bem diferente. Nas paredes tinham quadros abstratos e escuros, o homem foi até a mesa no canto daquele cômodo e se sentou na cadeira e indicou para que Letícia se sentasse na cadeira que tinha a sua frente, Letícia obedece e então ele começa a falar. — Bom eu percebi que nesse pouco tempo em que o Matheus está indo para a escola ele se apegou muito a você — Letícia assente — O meu filho é uma criança adorável, e infelizmente após alguns acontecimentos recentes fez com interferissem no modo como ele age Letícia não falou nada e apenas esperou pelo o que o homem tinha para falar. — A mãe dele foi embora tem pouco menos de um ano — ele suspira — E desde então ele não teve mais contato com ela e isso afetou bastante o Matheus, ele era uma criança bastante feliz, e apesar de estudar em casa ele sorria e brincava como uma criança normal, mas depois da partida de Lily ele se fechou no seu próprio mundo — Eu percebi que ele não interage muito com as outras crianças, ele prefere ficar na sala durante o recreio e as vezes me ajuda com as tarefas, ele é um pouco tímido — Eu levei o Matheus ao psicólogo e ele me recomendou que eu colocasse ele na escola, e foi por isso que ele entrou tão tarde, eu ainda estou assustado vendo o quão apegado ele está a você em tão pouco tempo — É por que nós nos entendemos senho Augusto, o Matheus é um ótimo aluno — Eu gostaria de ter fazer uma proposta, eu sei que você é professora e o que eu irei te oferecer pode até parecer um cargo inferior ao seu, mas eu posso pagar mais, o quanto você quiser — Letícia olha confusa para ele — Eu quero que você fique aqui cuidando do Matheus — Como ? — O Matheus gosta de você, quando ele está com você ele muda o jeito de agir, ele nem mesmo come quando eu peço, e com você ele se alimenta, ele sorri, quando ele está com você ele volta a ser aquela criança normal de antes, então você aceitaria trabalhar aqui cuidando do Matheus ? Letícia continua calada, pois não sabia o que responder. — Você pode pensar — O homem fala — Por favor pense bem, e lembre-se que eu posso pagar o quanto que você quiser, apenas pense e me fale a sua resposta. Augusto Wang Quando Letícia saiu do escritório, Augusto suspirou, ele teve aquela ideia de oferecer o emprego para a moça após ver que Matheus havia se alimentado e parecia até bem mais disposto na presença dela. A jovem professora fazia muito bem ao seu filho e precisava que ela ficasse com ele para que a recuperação dele fosse mais rápida, ele sabia que era bem difícil ela aceitar a proposta dele, afinal ela era uma professora com uma boa formação e com um bom emprego. Mas ele insistiria para que ela aceitasse, e dinheiro não era problema para ele e o homem faria de tudo para o que o seu filho ficasse bem, ele fechou os olhos e lembrou do rosto da professora quando ouviu a proposta e a mesma abriu a boca em um perfeito "o". Ele conseguia entender a razão pela a qual o seu filho estava tão fascinado pela professora, ela tinha a voz carinhosa, o tom de voz bem calmo e bastante amável, claro além de ser muito bonita, os cabelos rosas ondulados caiam como cascatas pelas costa da mesma, e ele queria sentir a textura dos fios delas para saber se eram tão macios quanto pareciam. Augusto sai de seus pensamentos quando o seu celular tocou e ele atendeu sem nem mesmo ver quem era. — Alô ?— Ele fala distraído — Augusto querido O mesmo se levanta da cadeira em um pulo, fazendo a raiva subir por suas veias. — Lily aonde você está ? — Ele disse entredentes — Ah querido você não vai me achar tão rápido assim — ela dá risada — Eu só estou ligando para pedir um pouco mais de dinheiro — Lily você recebeu mais de cem mil reais com o acordo de divórcio, além de uma mesada que deposito todo mês — Querido uma mulher tem necessidades não é ? E infelizmente o dinheiro acabou — Não estou nem aí peça para o meu querido irmão — O Ricardo também está sem dinheiro querido — Lily..... — Augusto fala tentando manter a calma — Olha lembre-se Augusto, ou você me manda o dinheiro ou então eu irei levar o Matheus, você sabe que nenhum juiz separaria uma mãe do seu amado filho — ela fala em uma voz fingida de choro — Pense nisso Augusto sentiu a veia da sua testa latejando, e antes que pudesse responder Lily desligou, Augusto jogou o telefone na parede para extravasar a raiva que sentia, pois ela usava o filho para conseguir dinheiro, ela nem perguntava como o seu próprio filho estava, se ele sentia saudades dela, ou se ele precisava de alguma coisa. O mesmo ligou para Shikamaru e pediu para o advogado que ele rastreasse aquela ligação para saber aonde Lily estava, e tudo o que ele sentia era ódio por ela, e isso vinha aumentando a cada dia. Votem Comentem Até o próximo capítulo
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