(Sophia narrando) Se desespero matasse, eu já estaria enterrada no cemitério com graminha verde nascendo da minha cova e talvez um buquê de flores coloridas, quem sabe uma daquelas coroas que custavam o preço de um rim. Eu nunca tinha tomado um porre de vinho, e a situação da noite passada tinha sido tão constrangedora, que eu me afoguei no suco de uva para maiores de idade e perdi a noção do que estava fazendo. Eu só esperava que Franco perdoasse as palavras de uma bêbada, mesmo que eu nem soubesse quais foram. Não lembrar o que foi dito por nós dois também era uma grande fonte de ansiedade e nervosismo, pois eu tinha muito a perder caso vacilasse feio com ele. A última coisa que eu me lembrava era de ter dito um milhão de vezes para mim mesma que eu não podia beijá-lo, o resto se apagou

