SOPHIA NARRANDO A brisa noturna envolvia-me enquanto eu contemplava as estrelas do topo da caixa dágua, os pensamentos tumultuados ecoando em minha mente. As lágrimas fluíam livremente, refletindo a tristeza profunda que carregava. A figura de meu pai, perdida há anos na obscuridade, emergia como uma sombra indesejada. A floresta lá embaixo estendia-se em uma tapeçaria de árvores bonitas que eu conhecia de memória por cuidar das crianças brincando ali, mas a escuridão dentro de mim parecia abafar qualquer brilho e lembrança boa que eu tinha. Sentada no beiral, eu me permitia mergulhar nas memórias que teimavam em ressurgir. ─ Por que fez isso, pai? ─ Sussurrei para o vazio, como se ele pudesse ouvir a minha dor. A ausência dele moldara meu passado, uma ausência que, por muito tempo, ac

