Maria Clara.
Eu só ouvia e depois vou falar tudo pro daddy.
- não gosto dela, não sinto verdade nela. - disse Bia olhando pra mesa onde todo mundo ria e estavam só os adultos.
- por que não gosta dela? Ela fez uma trança no meu cabelo. - disse Malu, na ponta do balcão por que ela quis sentar ali. Bia estava do seu lado direito e eu no esquerdo e Pedro ao meu lado.
- por que..
- eca Pedrinho! - bati nele.
- desculpa. - riu.
- da um soco. - disse Bia.
Pedro me cutucou e quando eu olhei pra ele brincava com o pedaço do frango no nariz.
- infantil. - digo mas logo ri da sua careta.
- tá, voltando no assunto... E daí que ela fez trança no seu cabelo? Vai que ela tenha puxado ele. - Malu negou enquanto Bia voltou a comer.
- ela fez trança e disse que também gostava do seu cabelo grande. - eu comia e ouvia e ficava dando cotoveladas no Pedro por que ele queria que eu ficasse olhando suas palhaçadas.
- não dá bola Malu, Beatriz implica com todo mundo. - disse Pedro, parando. - para Maria. - me virei pra ele.
- eu vou chamar o daddy.
- mais foi tu que me cutucou.
- mas você tá me cutucando também.
- tá, eu parei. - cruzei os braços vendo ele rir.
- quero mais refrigerante. - riu.
- pega.
- serve pra mim por favor.
- você sabe fazer isso...
- daddy...
- tá bom caraio, calma. - ri e as meninas também.
- isso aí, tem que domar o animal. - rimos.
Porém Pedro era muito i****a e ficava derramando de propósito.
- depois o daddy da um peteleco na sua cabeça e você chora. - bebi o refrigerante que ele serviu.
- eu não choro, mais aquela p***a dói. - ri baixinho.
Comemos nessa harmonia e quando eu ameacei chorar por que o Pedro realmente tava me irritando, Beatriz tacou o osso do peru de natal nele e foi muito engraçado.
Agora todo mundo estava conversando e eu fui lá do lado do daddy.
- daddy, Bia quer sorvete. - ele riu.
- Beatriz ou a Maria? - sorri e corei. - pode pegar minha princesa. - dei um beijo na sua bochecha e fui lá pegar.
- daddy deixou. - abri o congelador vendo aquele pote magnífico ao lado da comida congelada que tia Cris congela pro jantar ou almoço.
- tá mais eu quero aquela torta de cereja. - Bia foi pegar, o pote tava tão pesado e gelado que eu fiz o maior esforço mas consegui.
- ebaa ela conseguiu. - Pedro debochou mas brincava.
- não vou te dar, é meu. - cruzei os braços.
- tá me desculpa, eu tava brincando. - entrelaçou os dedos e ri por ver ele implorando.
Peguei as taças e servi pra mim, Pedro e Malu. Peguei bala fini, calda e os canudinhos de chocolate e coloquei.
Depois Bia serviu sorvete no prato dela com a torta e lá fui eu inventar a moda que já existe mas não com sorvete de uva e torta de cereja... Eu acho.
Mas ficou muito bom.
- sua mãe vai bater na gente. - digo.
- em mim não, foi o Pedro que fez isso. - a torta tava cortada toda f**a.
Fiquei com medo.
- oii. - Pri apareceu. - uau... Oque fizeram aqui. - ri de nervoso.
- você tá brava? - negou na hora.
- não, claro que não, vamos fazer assim. - ela pegou um dos pratos que iria ser servido a torta. - eu pego essa parte f**a pra mim e pro Matheus e fica bonito. - serviu só em um prato e a torta ficou melhor. - pronto.
- ufa, achei que eu ia ganhar o meu primeiro castigo depois de vim morar com meu pai. - a gente riu mas foi triste ouvir isso da Malu.
Após ninguém perceber a cagada que começou com Pedro que não sabe cortar a torta, ninguém nem imaginou oque fizemos.
Queria dar o meu presente pro daddy mas pra isso precisava do Caio por que estava na sua enorme caminhonete e ele estava muito atento conversando com o daddy e Álvaro.
Então fiquei na minha esperando.
Pedrinho começou a conversar com a gente e diferente de mim e Bia que já estávamos acostumados com suas piadas sem graça, Malu ria muito dele e dava corda pro papo i****a que ele falava.
Mas em pouco minutos eu tomei atitude e iria dar o presente pro daddy.
Fui até a mesa e daddy me olhou parando de prestar atenção no papo.
- com licença. - eles me olharam. - adoraria dar o presente pro daddy. - fiquei tímida e Caio se levantou.
- ah, com certeza, um belo presente como aquele não deve ficar lá fora. - sorri por ele ter dito dessa maneira.
- oque é em? - todo mundo começou a andar atrás da gente e eu sorri pro daddy.
- vai ver... Mas não pode me xingar. - ele riu negando.
Quando saímos pra rua eu era muito baixinha pra tapar os olhos do daddy então quem fez isso foi sua mãe.
- não vale espiar. - disse ela e Matheus foi com Caio na caminhonete.
Quando Matheus fez o barulho...
Daddy riu.
- mentira.. - tirou as mãos da sua mãe do seu rosto e levou as próprias mãos a boca. - Maria Clara! - daddy estava chocado e comecei a rir de felicidade.
- feliz natal daddy. - daddy me agarrou, eu me senti uma pelúcia que a gente sacode no abraço.
- vai apanhar tanto por ter gastado dinheiro com isso. - ri dentro do seu abraço com medo. - obrigada meu amor, eu te amo. - me beijou longamente.
- tá, agora vai. - bati na b***a do daddy e sua mãe riu.
Daddy foi lá pra rua.
O presente dele era nada mais e nada menos do que uma...

Tharaamm!
Era toda preta por que foi a mais bonita que vi na loja e paguei a vista.
- meu deus cara. - daddy estava chocado e assim que Matheus desceu a moto, daddy foi lá e tocou nela pela primeira vez.
Fui lá pro portão também e daddy fez aquele barulho quando gira o guidom? Eu não sei como se chama e não entendo de moto, nem sei qual o nome dessa.
Mas daddy amou.
- você gostou? - ele veio até mim e me abraçou novamente.
- eu amei, amei muito! Obrigada minha lindinha, muito obrigada. - me encheu de beijos.
A verdadeira história é que: daddy já teve moto outras vezes mas por causa de ter um emprego cansativo que o trazia pra casa cansado, daddy preferia ir de carro. E também na época eu ia pra escola e as vezes tinha que levar outras coisas que numa moto não dava, então acabou que daddy nunca usava a moto e ela só juntava poeira, então vendeu.
- agora vamos poder andar. - sorriu.
Comprei também por que algumas semanas atrás saímos e vimos uma moto muito bonita no estacionamento, daddy disse que tinha saudades de ter moto ao menos pra dar umas voltinhas comigo e eu fiquei muito animada com isso.
Ok, a gente se divertiu lá na rua, daddy deu uma volta comigo no quarteirão do condomínio e foi muito bom sentir sua mão na minha perna enquanto ele falava comigo e ia com calma.
Depois todo mundo quis dar uma volta e daddy deu a volta com todo mundo, menos Matheus por que ele sabia dirigir.
Entramos pra dentro pra terminar de comer toda aquela comida que tia Cris comprou.
Fiz ela comprar "comida de pobre", foi assim que ela chamou as comidas mais gostosas do cardápio que nos enviaram online.
"Mais salgadinhos de festa é pra aniversário e parece coisa de pobre no natal".
Não foi por m*l, ela planejou esse natal durante um mês quase, queria que fosse perfeito.
Mas obriguei ela mesmo assim.
Ela comprou salgadinhos de festa de vários tipos e principalmente de queijo e tava muito bom aqueles.
Não tinha apenas a torta mas muita coisa que parecia bonita mas com gosto h******l, porém bonito e tinha gosto bom.
Tinha algo que vinha em mini tacinhas de vidro e era verde... Tinha haver com abacate e algo que eu nunca ouvi falar mas era bom, uma tacinha apenas... Enjoava rápido.
- linda. - me deu um beijo enquanto estava por trás.
- lindo. - segurei os próprios braços na minha cintura.
- te amo tanto. - estávamos na rua, no quintal.
- eu também daddy. - me virei pra ele.
- agora quero saber quanto foi aquela moto? - sorri tímida. - Maria...
- aaah daddy, você disse que meu cartão era meu...
- gastou o dinheiro do cartão? Do teu cartão? - concordei com medo. - mor...
- mais era um presente pra você, oque você queria que eu fizesse? Que pegasse o seu? - negou me dando carinho.
- não princesa, só que aquele dinheiro também é pra sua faculdade, pra ti se manter caso faça intercâmbio. - penso. - vou te dar mais dinheiro sempre mas... - respirou fundo e sorriu. - amei meu presente. - sorri. - e tá no nome de quem?
- sua mãe.
- humm. - concordou.
- daddy. - arrumei sua roupa nos ombros só pra ganhar tempo de falar isso.
- hum? - me deu carinho. - tá muito lindinha. - sorri e olhei pra ele.
- eu... Ainda vou te dar um presente lá no quarto. - daddy sorriu daquele jeitinho mas logo negou.
- lembra que talvez todo mundo vai dormir aqui. - d***a.
- até Letícia? - fiz uma cara e daddy concordou. - tipo daddy... Ela é legal, aquela hora ali na cozinha ela disse que quando brigava com sua mãe a primeira coisa que sua mãe agarrava era os seus cabelos por ser grande. - daddy riu. - ela não é um bicho... Só fez coisas desnecessárias e isso a fez ser m*l. - daddy me olhou encantado.
- sempre boazinha... Mesmo quando não tem necessidade. - sorri, não entendendo se ele falava da Letícia ou de qualquer coisa.
A gente entrou por que eu falei que queria provar aquelas comidas de rico. Tia Cris pediu um buffet pra uma semana!
Mentira hihi mas parece.
É, todo mundo vai dormir aqui, Pri brincou dizendo que ia roubar minha cama e disse que ia lavar bem os pés do Matheus pra não passar o chulé dele no meu cobertor e eu ri muito disso. Mas tudo bem, não me importava.
Malu vai dormir comigo e daddy... Aaah, sem s**o.
Pedrinho na sala com meu pai e... Bia estava p**a mas disse que seria sensata por que estava morrendo de sono mas Letícia vai dormir na cama do Pedrinho... Apenas um sofá entre elas.
Vish.
Caso a casa trema, não será eu quicando no daddy, será Bia matando Letícia.
Mas tudo bem, tudo na paz.
Ah... Tia Cris no seu quarto com Caio É ÓBVIO!
Eu já estava morrendo de sono e Malu parecia que também mas ela e Pedrinho se juntaram e vi que perdi minha irmã.
- por que ela pode jogar e eu não? - cruzei os braços sentada no colo do daddy, olhando lá pra sala que dava pra ver pela mesa de jantar.
- por que ele sabe que tu é fraca quando ele diz "eu tô jogando, depois tu joga". Se tu não falar "depois não, eu quero jogar agora se não vou chamar o daddy e ele vai quebrar essa m***a", aí ele nunca vai te deixar jogar.
Eu olhei séria pro daddy.
- sou uma mocinha comportada. - daddy apertou minha b***a, ninguém viu, eu estava sentada virada pra todo mundo então ninguém via daddy fazer isso.
- ai ai. - Pri sentou do lado direito do daddy e ele estava no seu lugar da mesa de sempre.
- Pri, você sente seu bebê caso ele fique com fome? - Pri e daddy riram normal.
- na verdade quando ele sente fome, eu sinto também mas isso só vai fazer um efeito grande quando eu estiver com uns.. - pensou. - cinco ou seis meses, é que vai pela mamãe e pelo bebê. - disse gentilmente.
- e... Da pra fazer... s**o? - ela sorriu.
- dá, os médicos dizem pra gente fazer com calma mas dá sim, não há nada que impeça. - olhei pro daddy.
- Maria... - daddy me repreendeu por que dei um sorrisinho. - nem é o momento pra falar disso. - riu logo depois.
- perdeu a virgindade cedo meu amor? - concordei.
- é... Eu sempre tive medo mas eu queria muito, mas o daddy queria quando eu estivesse pronta. - dei carinho nele e ela sorriu. - eu tinha 14 anos. - ela ficou surpresa.
- tenho que dar os parabéns ao Henrique, vocês se conheceram quando Maria tinha 12 né? E esperaram por dois anos pra fazer... O mundo precisa de mais homens assim. - daddy sorriu me dando carinho e sorri também.
- na verdade Pri, no começo eu tinha todo aquele medo por ela ser mais nova e por eu ser adulto... Mas sempre a amei, não há um dia em não quis sua p******o, seu amor... Sua saúde. - ela murmurou algo como se tivesse apaixonada.
- são muito lindinhos meu deus. - ela disse pros dois mas apertou as minhas bochechas e ri.
Daddy e ela ficaram conversando por que fui pegar algo que parecia uma mini canoa com morango, kiwi e um cremezinho por baixo das frutinhas e dentro daquela coisa. Eu dei uma mordida e era muito bom.
Fiquei comendo junto com as bolinhas de queijo e sei que depois vou fazer muito c**ô.
Mas não faz m*l, comer é muito bom.