Deito em minha cama e minha mente inquieta começa a criar suposições. Quem poderia ter acertado um murro tão forte em seu rosto, capaz de deixá-lo com aquele aspecto de machucado? Ouço uma batida em minha porta e finjo estar dormindo, mas ele insiste. — Fadinha, por favor… Respiro fundo e tenho certeza que mesmo que eu finja estar dormindo, ele vai insistir até eu abrir a porta. — Pode entrar — falo baixinho, na expectativa que ele não escute. Ele entra em meu quarto, ainda sem camisa e se considerarmos samba canção como roupa íntima, voltamos ao estágio de quebra de contrato. Ele se senta em minha cama e faz um leve carinho em meu rosto. Sinto seus dedos deslizarem com delicadeza. — Não se preocupa, tá? Concentra no seu dia de hoje, porque em poucas horas você vai realizar seu sonh

