Dorian Messina | 18 de dezembro — Dorian… ao que eu devo a honra? — Aquele velho perguntou assim que me viu e eu suspirei. — Podemos não ter essa fase de farpas? Eu vim aqui em paz. Zeno bufou. — Garoto, não sou eu quem sempre pareço prestes a cortar alguém com uma faca, — ele disse com aquele tom de zombaria natural, — mas se prefere assim, claro, é até mesmo menos cansativo. O que deseja de mim? Suspirei. — Conselhos. Ele piscou. — O quê? — Você ouviu, eu preciso de conselhos, — repeti, — da última vez me disse para agir como um Messina e eu fiz, mas o ponto agora é que eu sou facilmente levado pela culpa, — admiti e Zeno bufou. — Sim, todos sabem disso. Você casaria com Moroni por pena, e por isso perderia grande parte do seu prestígio. — Eu não me importaria. — Exato, mas a

