Amira ainda tremia por dentro quando atravessou a sala de estar, sentindo cada passo como se fosse avaliada. Cada objeto ali parecia carregar a presença dele, cada sombra reforçava o poder absoluto de Lorenzo. A memória dos olhares intensos e do toque quase imperceptível ainda latejava em sua pele, mantendo-a alerta. Ela havia começado a notar padrões, pequenas pistas que antes passavam despercebidas: quadros, fotografias, cartas discretamente guardadas. Cada detalhe parecia contar uma história que ele tentava esconder, algo sobre mulheres que passaram por aquela casa e desapareceram tão rapidamente quanto chegaram. No fundo da sala, encontrou uma porta entreaberta. A curiosidade, misturada à necessidade de entender, a empurrou suavemente. Dentro, encontrou uma série de objetos pessoais

