Mesmo que...

1058 Palavras

Com um sorriso sarcástico, meu padrasto cruza os braços sobre o peito. Isso é como um estranho jogo de encarada. É como se ele tivesse acabado de perceber que eu permaneci de bruços por modéstia, e não por preguiça. — Tudo bem — digo. — Você pode ficar aí parado me vendo dormir, se é isso que te agrada. Eu me viro na cama, movendo-me um pouco de um lado para o outro enquanto finjo buscar mais conforto. A cada segundo, fico mais desconfortável. Viro meu rosto para a parede para não ter que ver que ele ainda está lá, me observando. Quanto mais prolongamos esse impasse bizarro, mais meu corpo começa a formigar. Na próxima vez que me movo na cama, meus lábios se entreabrem em um suspiro de surpresa pela forma como os lençóis roçam em meus m*****s rígidos. Meu pulso lateja entre minhas coxa

Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR