Não consigo acreditar no que vejo. Fico encarando a tela por alguns minutos e tento ao máximo processar tudo aquilo. Minha gerente faz contato visual comigo e se aproxima. — Você está bem, Samantha? — ela pergunta. Eu assinto, mas não estou bem. Acho que assentir para dizer que estou bem é a primeira mentira que vou contar a ela. A segunda mentira vem em seguida. — Só estou tentando resolver a lista de exceções que você me deu, Joanie. — Tudo bem, se precisar da minha ajuda, é só me avisar. — Pode deixar — eu digo. Sinto um pouco de culpa. Joanie está se esforçando para me ajudar em minha carreira. Tenho apenas dezoito anos agora, mas ela acha que serei gerente assistente de agência quando tiver vinte e um, desde que consiga meu diploma de tecnólogo até lá. Sinto culpa porque há d

