Victor nunca foi apenas um homem. Ele sempre foi uma força. Desde jovem, aprendeu que o poder não era dado, mas tomado à força. Cresceu em meio ao caos, filho de um empresário corrupto e de uma mãe submissa, que desapareceu misteriosamente quando ele ainda era criança.
Ele viu seu pai enganar, chantagear e destruir pessoas sem um pingo de arrependimento. E aprendeu que aquele era o caminho certo.
Ainda na adolescência, Victor percebeu que poderia manipular pessoas com facilidade. Começou pequeno—chantagens em professores, intimidação de colegas, pequenos golpes que logo se tornaram armadilhas muito maiores.
Quando seu pai morreu, Victor já havia tomado conta dos negócios sujos da família. Mas ele queria mais. Ele queria poder absoluto.
Victor percebeu que o dinheiro sempre trazia duas coisas: ambição e fraqueza. Ele usou isso para criar um esquema c***l—usava homens charmosos e sedutores para atrair mulheres inteligentes e bem-sucedidas, manipulá-las e depois sugá-las até a última gota de dignidade e riqueza.
Leonardo Vasquez e o irmão de Helena foram apenas peças nesse tabuleiro.
O esquema era simples:
• Os golpistas seduziam as vítimas, conquistavam sua confiança e as envolviam emocionalmente.
• No momento certo, manipulavam as mulheres para que perdessem tudo.
• Algumas delas se matavam. Outras simplesmente sumiam. Mas Helena e Elaine quebraram esse ciclo.
E foi isso que irritou Victor.
Quando as duas mulheres mataram seus algozes, elas não apenas sobreviveram. Elas venceram o jogo dele.
E Victor não perdoava vencedores que não fossem ele.