O sol da tarde filtrava-se pelas grandes janelas do novo escritório de Arthur. Ele estava sentado à mesa, papéis espalhados, a cabeça mergulhada em um turbilhão de pensamentos e lembranças — especialmente de Elaine. O cheiro do perfume dela ainda parecia estar preso em algum canto de sua mente, e a ausência da sua voz se fazia pesarosa no ar. Foi então que a porta se abriu com um leve rangido. — Com licença, senhor Arthur…? A voz era suave, doce como um sussurro de primavera. Arthur ergueu os olhos, pronto para mandar quem quer que fosse embora. Mas parou. Respirou fundo. Ali, parada na porta, estava uma jovem de beleza angelical. Loira, pele clara e luminosa como porcelana, olhos grandes e azuis como o céu após a chuva. Ela usava uma saia lápis e uma blusa de botão perfeitamente compo

