Luna Alvez Mantive a postura altiva para os olhares de lado das mulheres saindo do banheiro enquanto Roman permaneceu puxando-me até chegarmos a uma curva na qual seu corpo enorme imprensou o meu, os olhos azuis iluminam-se com o dilatar da pupila, a fúria lasciva e tocante atravessando as camadas do smoking quase queimando minha pele. Fui incapaz de conter o suspiro. Seus dedos tocando a minha bochecha em uma carícia contida escondendo toda a brutalidade, voltei a abrir as pálpebras para encarar seu olhar. Antes que pudesse beijar-me, virei o rosto, escutando a batida dos dentes ao se apertarem com fúria. — Luna… — A voz carregada despertou meu corpo da sonolência que o próprio causou há uma semana, mas não é por isso que vou dar o braço a torcer. Enfiei o dedo indicador entre nó

