6

719 Palavras
Capítulo 63 Ester narrandoa? Eu estava em uma ressaca filha da p**a, com os sapatos nas mãos e vejo Sampaio descer com cara de poucos amigos, eu estava com uma dor de cabeça h******l, mas consigo ver que ele não está bem, ele me encara. — Pelo jeito a noite foi boa – ele fala – quem mais falta para você pegar dentro do morro? — Pelo jeito a sua noite foi péssima – eu olho para ele – quem que você matou essa madrugada? — Uma pessoq eu estava levando informação para fora – ele fala — Viu como eu te conheço, tá bem bolado. – eu olho para ele e ele me encara. – E respondendo a sua pergunta minha noite foi boa mas não com quem eu queria. — E quem você queria? — Eu ainda estou bêbada e falando m***a – ele me olha e eu encaro – Eu preciso achar a casa. — É para baixo – ele fala – está indo para o lugar errado. — Estou subindo o morro. — Está – ele fala — Então eu vou descer. — Ok – ele fala. Eu desço o morro e encontro a casa, vou para o meu quarto tomo um banho e deito na cama. Eu e Sabrina a gente tinha combinado que a noite de ontem aconteceria, seria uma única vez e depois a gente agiria como se nada tivesse acontecido, até porque, se fosse para ficar lembrando nem teria graça que tivesse acontecido, tinha que ser algo único e inesperado para todos, até porque se ficar lembrando poderia atrapalhar o relacionamento deles e eu realmente não queria repetir a dose por mais que tivesse sido prazeroso. — Bom dia – eu falo para Kayanne e ela me encara – está sem o colar. — Tinha uma escuta nele – ela fala — Você era amante do meu pai? – eu pergunto para ela e ela em encara – porque só era assim para você ter aquele colar. — Ele era da sua mãe? — Era – eu respondo para ela – esse colar sumiu e a gente procurou pela casa toda. — Eu sempre usei ele desde que ele me deu, achei que era algo único – ela fala – aquele dia eu fui no salão e acabei tirando para pintar meu cabelo e acabou ficando por cima da roupa. — Então vocês eram amantes? — 2 meses antes dele morrer – ela fala — E como se conheceram? — Por aí – ela fala – frequentamos os mesmos lugares. — Que lugares? – eu pergunto para ela e ela me encara. — Ah pelo Rio de Janeiro, o club de cavalos , restaurantes – ela fala – sempre tive amigos influentes. — Meu pai adorava cavalos – eu falo para ela – adorava apostar neles – eu falo mentindo para ela. – a maioria das vezes ganhava. — Sim – ela fala – sempre ganhava. — Ele era muito bom em apostar. — Era, seu pai era – ela fala – me desculpa, não queria que você soubesse dessa forma. — Eu sempre soube que meu pai tinha uma amante – eu olho para ela – minha mãe mesmo chorando me contou isso, destruiu minha mãe por dentro, minha mãe se sentiu a pior pessoa do mundo. — Eu sinto muito – ela fala — Qual era o cavalo que o meu pai adorava apostar no club? – eu pergunto para ela – eu queria lembrar mas esqueci, — Acho que era o 29 – ela fala – a data de aniversário dele. — Claro. Eu vou para o espaço. — Ester – ela fala e eu encaro ela. — Me desculpa – ela fala – não queria destruir uma família. — Mas você destruiu – eu falo para ela – mas ele foi o culpado , o principal culpado – ela me encara. – eu preciso ir. Eu saio da casa e começo a ligar as coisas na minha cabeça, meu pai odiava frequentar lugares públicos e odiava apostas de cavalos e odiava o dia do aniversário dele por ser a morte do pai dele. Algo me diz, que eles se conheceram aqui dentro desse morro, algo me diz que meu pai tem uma ligação forte com esse lugar.
Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR