Capítulo 63
Ester narrandoa?
Eu estava em uma ressaca filha da p**a, com os sapatos nas mãos e vejo Sampaio descer com cara de poucos amigos, eu estava com uma dor de cabeça h******l, mas consigo ver que ele não está bem, ele me encara.
— Pelo jeito a noite foi boa – ele fala – quem mais falta para você pegar dentro do morro?
— Pelo jeito a sua noite foi péssima – eu olho para ele – quem que você matou essa madrugada?
— Uma pessoq eu estava levando informação para fora – ele fala
— Viu como eu te conheço, tá bem bolado. – eu olho para ele e ele me encara. – E respondendo a sua pergunta minha noite foi boa mas não com quem eu queria.
— E quem você queria?
— Eu ainda estou bêbada e falando m***a – ele me olha e eu encaro – Eu preciso achar a casa.
— É para baixo – ele fala – está indo para o lugar errado.
— Estou subindo o morro.
— Está – ele fala
— Então eu vou descer.
— Ok – ele fala.
Eu desço o morro e encontro a casa, vou para o meu quarto tomo um banho e deito na cama.
Eu e Sabrina a gente tinha combinado que a noite de ontem aconteceria, seria uma única vez e depois a gente agiria como se nada tivesse acontecido, até porque, se fosse para ficar lembrando nem teria graça que tivesse acontecido, tinha que ser algo único e inesperado para todos, até porque se ficar lembrando poderia atrapalhar o relacionamento deles e eu realmente não queria repetir a dose por mais que tivesse sido prazeroso.
—
Bom dia – eu falo para Kayanne e ela me encara – está sem o colar.
— Tinha uma escuta nele – ela fala
— Você era amante do meu pai? – eu pergunto para ela e ela em encara – porque só era assim para você ter aquele colar.
— Ele era da sua mãe?
— Era – eu respondo para ela – esse colar sumiu e a gente procurou pela casa toda.
— Eu sempre usei ele desde que ele me deu, achei que era algo único – ela fala – aquele dia eu fui no salão e acabei tirando para pintar meu cabelo e acabou ficando por cima da roupa.
— Então vocês eram amantes?
— 2 meses antes dele morrer – ela fala
— E como se conheceram?
— Por aí – ela fala – frequentamos os mesmos lugares.
— Que lugares? – eu pergunto para ela e ela me encara.
— Ah pelo Rio de Janeiro, o club de cavalos , restaurantes – ela fala – sempre tive amigos influentes.
— Meu pai adorava cavalos – eu falo para ela – adorava apostar neles – eu falo mentindo para ela. – a maioria das vezes ganhava.
— Sim – ela fala – sempre ganhava.
— Ele era muito bom em apostar.
— Era, seu pai era – ela fala – me desculpa, não queria que você soubesse dessa forma.
— Eu sempre soube que meu pai tinha uma amante – eu olho para ela – minha mãe mesmo chorando me contou isso, destruiu minha mãe por dentro, minha mãe se sentiu a pior pessoa do mundo.
— Eu sinto muito – ela fala
— Qual era o cavalo que o meu pai adorava apostar no club? – eu pergunto para ela – eu queria lembrar mas esqueci,
— Acho que era o 29 – ela fala – a data de aniversário dele.
— Claro. Eu vou para o espaço.
— Ester – ela fala e eu encaro ela.
— Me desculpa – ela fala – não queria destruir uma família.
— Mas você destruiu – eu falo para ela – mas ele foi o culpado , o principal culpado – ela me encara. – eu preciso ir.
Eu saio da casa e começo a ligar as coisas na minha cabeça, meu pai odiava frequentar lugares públicos e odiava apostas de cavalos e odiava o dia do aniversário dele por ser a morte do pai dele.
Algo me diz, que eles se conheceram aqui dentro desse morro, algo me diz que meu pai tem uma ligação forte com esse lugar.