Capítulo 98
Sampaio narrando
Eu vou para boca e fico ali pensando em Ester, ela não saia da minah cabeça, era umas 9h da manhã quando Alana entra na boca.
— Bom dia – ela fala e eu a encaro – você não dormiu em casa nem apareceu para tomar café, trouxe algo para você comer.
— Obrigada – eu falo dando um leve sorriso.
— Está tudo bem? – ela pergunta – estou sentindo você meio distante, nervoso.
— Resolvendo muitas coisas dentro do morro – eu falo para ela – coisas de mais, minha cabeça está meio cheia. Não é nada com você.
— Hoje a noite você vai dormir em casa? – ela pergunta
— Não sei – eu respondo – vou para casa descansar mais tarde e ai vejo o que vou fazer.
— Ta bom então – ela fala – vou estar no salão, se der vamos almoçar junto.
— Não sei se consigo – eu respondo – vou estar fora do morro.
— Você não disse que ia descansar?
— Depois – eu respondo – eu acho – ela me iolha – tenho muita coisa para fazer Alana, minha cabeça tá cheia.
— Não vou te atrapalhar – ela se aproxima e me dar um beijo – vim apenas te desejar bom dia.
— Igualmente – eu falo sorrindo para ela e ela sorri.
Alana sai da boca, eu tinha um cairnho imenso por ela e por tudo que vivemos, pela dor que compartilhamos, mas eu não amava mais ela, apenas sentia um carinho imenso.
Eu saio da boca com a cabeça pilhada, pilhada de mais, eu vejo a Ester na frente do espaço conversando com os moradores, distribuindo cestas básicas que ela tinha montado.
Eu a encaro e ela estava sorridente para todos, conversando e brincando com todo mundo, ela me encara e abre um sorriso para mim e eu sorrio para ela.
A gente se encara por alguns segundos e depois Ana chama ela e ela entra para dentro do espaço e Joca se aproxima.
— Já nem disfarça mais – Joca fala encarando – estão completamente apaixonados.
— Ela não quer saber de mim, ela quer ir embora.
— Ela é marrenta – Joca fala – Teimosa como uma mula. Você acha que ela vai dar o braço a torcer? Vai nada.
Eu o encaro.
— Jeff deu alguma noticia? – eu pergunto – Pedro Henrique invade na sexta feira segundo as informações que eu tenho.
— Quinta, Maria Isabel está aqui – ele fala – se a idéia dele não for invadir na sexta, será.
— Perfeito – eu respondo.
Capítulo 99
Ester narrando
Eu olho para Sampaio esquecendo do mundo, acredito que estou tão pilhada com a nossa noite que não sei nem o que pensar.
— Ester – Ana me chama
— Oi – eu falo desviando meu olhar do dele e entrando
— Preciso falar com você.
— Claro – eu respondo entrando – o que aconteceu?
— O que você acha? – ela pergunta – eu trouxe e não sei se você vai achar legal – eu falo vendo os tapetes.
— Nossa são lindos, vai ficar bem legal na recreação para as crianças – eu respondo
— Foi o que eu pensei – ela responde e ela abre um pacote de salgadinho doritos – eu não almocei aidna, nem tomei café da manhã – eu sinto o cheiro – você quer? – eu sinto o enjoo h******l.
— Não – eu respondo para ela – você vai comer isso de manhã?
— Qual o problema? – ela pergunta
— Eu preciso tomar uma água. – eu falo indo em direção a cozinha e ela vem atrás de mim, eu pego a água e tomo.
— O que voc~e tem? Está pálida.
— Só esse salgadinho fedorento – eu falo – meu Deus que cheiro h******l.
— Você está passando bem?
— Estou – eu respondo – preciso trocar de roupa, vamos almoçar, ok? Deixa esse salgadinho para lá.
— Ok – ela fala meio estranha.
Eu vou até o meu quarto dentro do espaço e entro no banheiro e começo a vomitar, no mesmo instante que eu tinha sentido o cheiro do salgadinho me veio um enjoo h******l, eu tinha vomitado toda a comida que eu tinha comid as 5h da manhã.
Eu escovo meus dentes, tomo um banho e estava me sentindo melhor, eu e Ana vamos em direção ao restaurante que tinha no morro e a gente se senta.
— O que vão querer hoje meninas? – A moça pergunta
— Vou querer o de sempre, um bife acebolado completo.
— E você Ester? – Ela pergunta me encarando
— Eu – eu falo olhando o cardápio – eu vou querer peixe grelhado, com batata frita, purê de batata, arroz, feijão e eu também quero essa parmegiana de carne e essas iscas de frango.
— Você vai comer tudo isso? – Ana pergunta
— Pode ser um pouco de cada – eu falo
— Ok. – ela fala me encarando
— Está com fome mesmo em – ela fala
— Vi o cardápio e me deu vontade – eu respondo.
— Nosso espaço está bombando – ela fala – não vejo a hora de até mesmo fazer as apresentações de dança que você tinha dito.
— Vai ser legal.
— Ester você é maravilhosa – Ana fala – você está fazendo que tudo de certo de uma forma incrível, olha a creche – ela fala sorrindo – olha, posso dizer uma coisa, você é a dama que esse morro precisa.
— Dama? – eu falo rindo
— É – ela fala – só precisa assumir sua paixão pelo dono.
— Fala sério – eu falo para ela – não existe nada.
— Existe sim – ela fala – vocês dois se balançam quando estão perto, dá para ver.
— Você está falando asneira Ana, fala baixo – eu falo
— Ok – ela fala.
A comida chega e a gente começa a comer, mas dou a primeira garfada em cada coisa e me sinto cheia e enjoada, peço um suco de acerola e acabo tomando somente o suco e deixando a comida.
— Pediu tudo isso e não vai comer? – Ana pergunta
— Estou com meu estomago embrulhado.
— O que você está sentindo? – ela pergunta
— Estou enjoada, vomitando.
— Cansada? – ela pergunta
— Bastante.
— Estou percebendo que você está pálida.
— Amiga estava na base da bebida e da maconha, sem comer quase nada, uma hora ia dar efeito né – eu falo para ela.
— Me desculpa, a ultima vez que eu me senti assim, eu estava grávida – ela fala e eu a encaro rindo
— Tá maluca Ana – eu falo para ela – eu tenho diu e uso c*******a com todos.
— Amiga , Diu significa nada não – ela fala – se você deu mole de t*****r sem c*******a, o diu pode sim falhar e outra c*******a também não é segura.
— Está querendo me deixar maluca – eu falo para ela.
— Faz um teste – ela fala e eu a encaro – faz o teste.
— Não vou comprar um teste, imagina, todo mundo ia comentar – eu falo – jamais.
— Então está na duvida.
— Não estou – eu respondo danod um sorriso nervoso.
— Eu compro – ela fala – ai vão comentar de mim e não de você.
Eu olho para ela com os olhos arregalados, mas precisamos mudar o assunto quando Alana chega e se senta na nossa mesa para almoçar com a gente.
— O que foi Ester? – Alana pergunta – até parece que viu uma assombração.
— Só estou cansada – eu falo sorrindo e ela sorri.
Capítulo 100
Ester narrando
Eu tinha simplesmente apagado da minha mente o que a Ana falou, eu jamais estaria grávida, eu me cuido, sempre me cuidei.
— Eu vou para o espaço – Ana fala – preciso organizar a aula daqui a pouco.
— Eu já vou – eu falo – vou ficar com Alana até ela terminar.
— Ok.
— Pode ir se quiser – Alana fala – não quero atrapalhar.
— Estou de boa hoje – eu respondo e Ana se levanta e sai. – e a Sabrina?
— Está com HT – ela fala – estão sei lá, meio que discutindo brigando.
— Eles se amam, não?
— As vezes acho que a Sabrina só brinca com os sentimentos dele, sei lá – ela fala – ela é minha amiga, gosto dela, mas as vezes ela é difícil de lidar.
— Acho que a família toda, não?
— Provavelmente – ela fala – até porque Sampaio está bem diferente comigo de uns dias para cá.
— Deve ser muita coisa no morro, não?
— Eu não sei o que acontece no morro, acho que você deve saber mais do que eu.
— Bom, sei apenas sobre o espaço, a creche – eu respondo – coisas que eu uso para me distrair, se não amiga, já teria enlouquecido. Eu conto os dias para ir embora desse lugar.
— Eu realmente não quero que você vá – ela fala – eu gosto de você de verdade, você é incrível, me ajudou muito. Eu não tenho nada contra você, pelo ao contrário.
— Eu também não Alana – eu falo sorrindo para você – eu fico feliz em te ver bem.
— Ai que está – ela fala me olhando – eu não estou bem, eu tento ser forte mas eu não consigo.
— Você diz sobre a sua filha?
— Sobre tudo – ela fala me encarando – eu não me sinto mais viva sabe, parece que tudo que eu faço me faz andar para trás.
— Você precisa tentar se encontrar, ver qual é o melhor caminho para sua vida. Não adianta ficar parada no tempo sabe, você precisa reagir amiga, sua filha quer isso, quer que você seja feliz – eu falo – eu acredito muito nisso, sempre penso, como que meus pais queriam me ver e sei que eles queriam me ver feliz e não chorando a morte deles, dói muito perder os pais, imagina uma filha. Mas precisamos reagir.
— Você está certa – ela fala me encarando – mas é difícil.
— Eu entendo que seja difícil para os dois.
— Sampaio está distante sabe – ela me encara – eu não sei explicar.
— Conversa com ele – eu falo sorrindo – tenho certeza que vocês vão entender um ao outro.
— Pode ser – ela fala e o almoço dela chega, mas quando sinto o cheiro da carne que era forte, eu sinto um enjoo – Ester? Você está pálida.
— Eu estou bem – eu falo me levantando e sinto uma tontura e me seguro na mesa.
— VocÊ não parece estar bem – ela fala
— Estou – eu falo tirando forças para melhorar – eu preciso ir, lembrei de um compromisso sério.
— Claro, fica a vontade – ela fala – você quer que eu vá com você? Você não parece estar bem.
— Estou bem sim – eu respondo para ela – fica tranquila, depois conversamos, passa no espaço.
— Passo sim.
Eu saio andando, meio zonza e com um embrulho h******l no estomago, chego no espaço lavo meu rosto e tomo uma água e melhoro.
Depois passo o dia correndo atrás das minhas coisas, vejo Sampaio poucas vezes no morro e Joca também, tinha um movimento meio cabresta na boca com várias motos e vapores saindo e entrando, o negocio devia estar bem intenso por ali.
Eu entro dentro do meu quarto para tomar um banho e vejo um teste de farmácia que tinha ali, Ana deveria ter deixado.
Eu pego aquele teste e nunca tinha sequer feito um na minha vida, porque sempre fui cuidadosa e sempre fui ciente que não teria filhos, porque eu era sozinha nesse mundo, imagina colocar uma criança.
Eu pego aquele teste de farmácia e faço ele, apenas para tirar da minha consciência essa duvida, que não me faria dormir de forma nenhuma, eu pego faço e deixo em cima da piá, vou tomar um banho bem demorado e quandosaio, me seco, começo a secar o cabelo e me lembro do teste de farmácia , eu pego ele na mão e vejo o resultado, eu pego a caixa.
— Deu positivo – eu falo lendo o teste e vendo a caixa.
Flash black onn
— E você não pensa em ter mais filhos? – eu olho para ele.
— Não, nunca mais – ele afirma – não quero mais nenhuma criança correndo perigo por minha causa, não quero reviver esse sofrimento e fazer mais um inocente pagar por tudo isso.
Flash black off
Ele foi o único na vida que eu transei sem c*******a, com todos eu usei, ele era a única pessoa que poderia ser o pai dessa criança.
Eu r***o por inteiro aquele teste, pego uma tesoura e corto ele em pedacinhos, coloco na descarga e puxo ela, eu coloco uma roupa e abro a porta do espaço com raiva, quando abro a porta do espaço, eu dou de cara com Sampaio na minha porta.
Preciso fal