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2223 Palavras
Capítulo 98 Sampaio narrando Eu vou para boca e fico ali pensando em Ester, ela não saia da minah cabeça, era umas 9h da manhã quando Alana entra na boca. — Bom dia – ela fala e eu a encaro – você não dormiu em casa nem apareceu para tomar café, trouxe algo para você comer. — Obrigada – eu falo dando um leve sorriso. — Está tudo bem? – ela pergunta – estou sentindo você meio distante, nervoso. — Resolvendo muitas coisas dentro do morro – eu falo para ela – coisas de mais, minha cabeça está meio cheia. Não é nada com você. — Hoje a noite você vai dormir em casa? – ela pergunta — Não sei – eu respondo – vou para casa descansar mais tarde e ai vejo o que vou fazer. — Ta bom então – ela fala – vou estar no salão, se der vamos almoçar junto. — Não sei se consigo – eu respondo – vou estar fora do morro. — Você não disse que ia descansar? — Depois – eu respondo – eu acho – ela me iolha – tenho muita coisa para fazer Alana, minha cabeça tá cheia. — Não vou te atrapalhar – ela se aproxima e me dar um beijo – vim apenas te desejar bom dia. — Igualmente – eu falo sorrindo para ela e ela sorri. Alana sai da boca, eu tinha um cairnho imenso por ela e por tudo que vivemos, pela dor que compartilhamos, mas eu não amava mais ela, apenas sentia um carinho imenso. Eu saio da boca com a cabeça pilhada, pilhada de mais, eu vejo a Ester na frente do espaço conversando com os moradores, distribuindo cestas básicas que ela tinha montado. Eu a encaro e ela estava sorridente para todos, conversando e brincando com todo mundo, ela me encara e abre um sorriso para mim e eu sorrio para ela. A gente se encara por alguns segundos e depois Ana chama ela e ela entra para dentro do espaço e Joca se aproxima. — Já nem disfarça mais – Joca fala encarando – estão completamente apaixonados. — Ela não quer saber de mim, ela quer ir embora. — Ela é marrenta – Joca fala – Teimosa como uma mula. Você acha que ela vai dar o braço a torcer? Vai nada. Eu o encaro. — Jeff deu alguma noticia? – eu pergunto – Pedro Henrique invade na sexta feira segundo as informações que eu tenho. — Quinta, Maria Isabel está aqui – ele fala – se a idéia dele não for invadir na sexta, será. — Perfeito – eu respondo. Capítulo 99 Ester narrando Eu olho para Sampaio esquecendo do mundo, acredito que estou tão pilhada com a nossa noite que não sei nem o que pensar. — Ester – Ana me chama — Oi – eu falo desviando meu olhar do dele e entrando — Preciso falar com você. — Claro – eu respondo entrando – o que aconteceu? — O que você acha? – ela pergunta – eu trouxe e não sei se você vai achar legal – eu falo vendo os tapetes. — Nossa são lindos, vai ficar bem legal na recreação para as crianças – eu respondo — Foi o que eu pensei – ela responde e ela abre um pacote de salgadinho doritos – eu não almocei aidna, nem tomei café da manhã – eu sinto o cheiro – você quer? – eu sinto o enjoo h******l. — Não – eu respondo para ela – você vai comer isso de manhã? — Qual o problema? – ela pergunta — Eu preciso tomar uma água. – eu falo indo em direção a cozinha e ela vem atrás de mim, eu pego a água e tomo. — O que voc~e tem? Está pálida. — Só esse salgadinho fedorento – eu falo – meu Deus que cheiro h******l. — Você está passando bem? — Estou – eu respondo – preciso trocar de roupa, vamos almoçar, ok? Deixa esse salgadinho para lá. — Ok – ela fala meio estranha. Eu vou até o meu quarto dentro do espaço e entro no banheiro e começo a vomitar, no mesmo instante que eu tinha sentido o cheiro do salgadinho me veio um enjoo h******l, eu tinha vomitado toda a comida que eu tinha comid as 5h da manhã. Eu escovo meus dentes, tomo um banho e estava me sentindo melhor, eu e Ana vamos em direção ao restaurante que tinha no morro e a gente se senta. — O que vão querer hoje meninas? – A moça pergunta — Vou querer o de sempre, um bife acebolado completo. — E você Ester? – Ela pergunta me encarando — Eu – eu falo olhando o cardápio – eu vou querer peixe grelhado, com batata frita, purê de batata, arroz, feijão e eu também quero essa parmegiana de carne e essas iscas de frango. — Você vai comer tudo isso? – Ana pergunta — Pode ser um pouco de cada – eu falo — Ok. – ela fala me encarando — Está com fome mesmo em – ela fala — Vi o cardápio e me deu vontade – eu respondo. — Nosso espaço está bombando – ela fala – não vejo a hora de até mesmo fazer as apresentações de dança que você tinha dito. — Vai ser legal. — Ester você é maravilhosa – Ana fala – você está fazendo que tudo de certo de uma forma incrível, olha a creche – ela fala sorrindo – olha, posso dizer uma coisa, você é a dama que esse morro precisa. — Dama? – eu falo rindo — É – ela fala – só precisa assumir sua paixão pelo dono. — Fala sério – eu falo para ela – não existe nada. — Existe sim – ela fala – vocês dois se balançam quando estão perto, dá para ver. — Você está falando asneira Ana, fala baixo – eu falo — Ok – ela fala. A comida chega e a gente começa a comer, mas dou a primeira garfada em cada coisa e me sinto cheia e enjoada, peço um suco de acerola e acabo tomando somente o suco e deixando a comida. — Pediu tudo isso e não vai comer? – Ana pergunta — Estou com meu estomago embrulhado. — O que você está sentindo? – ela pergunta — Estou enjoada, vomitando. — Cansada? – ela pergunta — Bastante. — Estou percebendo que você está pálida. — Amiga estava na base da bebida e da maconha, sem comer quase nada, uma hora ia dar efeito né – eu falo para ela. — Me desculpa, a ultima vez que eu me senti assim, eu estava grávida – ela fala e eu a encaro rindo — Tá maluca Ana – eu falo para ela – eu tenho diu e uso c*******a com todos. — Amiga , Diu significa nada não – ela fala – se você deu mole de t*****r sem c*******a, o diu pode sim falhar e outra c*******a também não é segura. — Está querendo me deixar maluca – eu falo para ela. — Faz um teste – ela fala e eu a encaro – faz o teste. — Não vou comprar um teste, imagina, todo mundo ia comentar – eu falo – jamais. — Então está na duvida. — Não estou – eu respondo danod um sorriso nervoso. — Eu compro – ela fala – ai vão comentar de mim e não de você. Eu olho para ela com os olhos arregalados, mas precisamos mudar o assunto quando Alana chega e se senta na nossa mesa para almoçar com a gente. — O que foi Ester? – Alana pergunta – até parece que viu uma assombração. — Só estou cansada – eu falo sorrindo e ela sorri. Capítulo 100 Ester narrando Eu tinha simplesmente apagado da minha mente o que a Ana falou, eu jamais estaria grávida, eu me cuido, sempre me cuidei. — Eu vou para o espaço – Ana fala – preciso organizar a aula daqui a pouco. — Eu já vou – eu falo – vou ficar com Alana até ela terminar. — Ok. — Pode ir se quiser – Alana fala – não quero atrapalhar. — Estou de boa hoje – eu respondo e Ana se levanta e sai. – e a Sabrina? — Está com HT – ela fala – estão sei lá, meio que discutindo brigando. — Eles se amam, não? — As vezes acho que a Sabrina só brinca com os sentimentos dele, sei lá – ela fala – ela é minha amiga, gosto dela, mas as vezes ela é difícil de lidar. — Acho que a família toda, não? — Provavelmente – ela fala – até porque Sampaio está bem diferente comigo de uns dias para cá. — Deve ser muita coisa no morro, não? — Eu não sei o que acontece no morro, acho que você deve saber mais do que eu. — Bom, sei apenas sobre o espaço, a creche – eu respondo – coisas que eu uso para me distrair, se não amiga, já teria enlouquecido. Eu conto os dias para ir embora desse lugar. — Eu realmente não quero que você vá – ela fala – eu gosto de você de verdade, você é incrível, me ajudou muito. Eu não tenho nada contra você, pelo ao contrário. — Eu também não Alana – eu falo sorrindo para você – eu fico feliz em te ver bem. — Ai que está – ela fala me olhando – eu não estou bem, eu tento ser forte mas eu não consigo. — Você diz sobre a sua filha? — Sobre tudo – ela fala me encarando – eu não me sinto mais viva sabe, parece que tudo que eu faço me faz andar para trás. — Você precisa tentar se encontrar, ver qual é o melhor caminho para sua vida. Não adianta ficar parada no tempo sabe, você precisa reagir amiga, sua filha quer isso, quer que você seja feliz – eu falo – eu acredito muito nisso, sempre penso, como que meus pais queriam me ver e sei que eles queriam me ver feliz e não chorando a morte deles, dói muito perder os pais, imagina uma filha. Mas precisamos reagir. — Você está certa – ela fala me encarando – mas é difícil. — Eu entendo que seja difícil para os dois. — Sampaio está distante sabe – ela me encara – eu não sei explicar. — Conversa com ele – eu falo sorrindo – tenho certeza que vocês vão entender um ao outro. — Pode ser – ela fala e o almoço dela chega, mas quando sinto o cheiro da carne que era forte, eu sinto um enjoo – Ester? Você está pálida. — Eu estou bem – eu falo me levantando e sinto uma tontura e me seguro na mesa. — VocÊ não parece estar bem – ela fala — Estou – eu falo tirando forças para melhorar – eu preciso ir, lembrei de um compromisso sério. — Claro, fica a vontade – ela fala – você quer que eu vá com você? Você não parece estar bem. — Estou bem sim – eu respondo para ela – fica tranquila, depois conversamos, passa no espaço. — Passo sim. Eu saio andando, meio zonza e com um embrulho h******l no estomago, chego no espaço lavo meu rosto e tomo uma água e melhoro. Depois passo o dia correndo atrás das minhas coisas, vejo Sampaio poucas vezes no morro e Joca também, tinha um movimento meio cabresta na boca com várias motos e vapores saindo e entrando, o negocio devia estar bem intenso por ali. Eu entro dentro do meu quarto para tomar um banho e vejo um teste de farmácia que tinha ali, Ana deveria ter deixado. Eu pego aquele teste e nunca tinha sequer feito um na minha vida, porque sempre fui cuidadosa e sempre fui ciente que não teria filhos, porque eu era sozinha nesse mundo, imagina colocar uma criança. Eu pego aquele teste de farmácia e faço ele, apenas para tirar da minha consciência essa duvida, que não me faria dormir de forma nenhuma, eu pego faço e deixo em cima da piá, vou tomar um banho bem demorado e quandosaio, me seco, começo a secar o cabelo e me lembro do teste de farmácia , eu pego ele na mão e vejo o resultado, eu pego a caixa. — Deu positivo – eu falo lendo o teste e vendo a caixa. Flash black onn — E você não pensa em ter mais filhos? – eu olho para ele. — Não, nunca mais – ele afirma – não quero mais nenhuma criança correndo perigo por minha causa, não quero reviver esse sofrimento e fazer mais um inocente pagar por tudo isso. Flash black off Ele foi o único na vida que eu transei sem c*******a, com todos eu usei, ele era a única pessoa que poderia ser o pai dessa criança. Eu r***o por inteiro aquele teste, pego uma tesoura e corto ele em pedacinhos, coloco na descarga e puxo ela, eu coloco uma roupa e abro a porta do espaço com raiva, quando abro a porta do espaço, eu dou de cara com Sampaio na minha porta. Preciso fal
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