Murat — Eu já disse que não sei, Murat! — Sila esbraveja, porém, o seu olhar assustado ganha uma determinação ímpar e para a minha surpresa, ela dá um passo firme na minha direção. Afrontosa como sempre. Penso ainda mais irritado. — Então você não sabe? — ralho com desdém. — Não, eu não sei, Senhor Arslan! — Chego perto demais dela para olhar bem dentro dos seus olhos. Minha esposa une as sobrancelhas em meio a uma tempestade furiosa que nublam as suas retinas e a sua respiração ofegante chega a aquecer a minha pele. — Pois eu vou lhe dizer, Sila Arslan. Esse é o diário pertenceu a Cecília e ele deveria estar no meu quarto agora, mas por algum motivo ele estava em cima do seu criado mudo! — vocifero. Contudo, Sila olha para o objeto na minha mão com nítida surpresa. — Agora me diga,

