O autor revela-se

1203 Palavras
O relógio marcava 17h05. O prédio de comunicação parecia diferente. A luz da tarde entrava pelas janelas, tingindo os corredores de dourado e vermelho. Mas Lia sentia que tudo isso era apenas aparência, cada sombra, cada movimento dos estudantes e professores era uma potencial ameaça. Ela observava Daniel atentamente. Ele ainda estava concentrado, evitando as escadas, mas sua postura carregava tensão. Cada passo dele parecia mais lento, mais cuidadoso, como se sentisse que algo invisível pudesse atacá-lo a qualquer momento. — Faltam apenas 37 minutos — disse Lia, a voz baixa, quase um sussurro. — Precisamos garantir que ele fique atento até as 17h42. Sofia assentiu, mordendo o lábio. — E se alguém tentar interferir? Não sabemos quem está nos observando dentro do prédio. Lia respirou fundo. — É por isso que precisamos ficar em constante vigilância. Cada corredor, cada janela, cada sala lateral. Alguém pode estar assistindo cada movimento. O trio começou a se mover pelo corredor, aproximando-se das escadas, mas mantendo uma distância segura. Cada passo era calculado. Cada segundo contado. — Daniel — disse Lia baixinho —, tente se distrair o mínimo possível. Cada pensamento fora do foco pode ser perigoso. — Eu sei — respondeu ele, franzindo a testa. — Mas isso está me deixando… paranoico. — Justamente — disse Sofia —, a atenção é a única p******o que temos agora. --- Enquanto caminhavam, Lia sentiu novamente o peso da mochila. Ela sabia que o bilhete poderia surgir a qualquer momento. Não demorou. O sétimo bilhete apareceu de repente, deslizando de dentro da mochila como se tivesse vontade própria. Ela o pegou com cuidado e desdobrou. O autor dos bilhetes está mais próximo do que imaginam. Ele conhece seus passos e cada decisão. Você terá que agir antes que ele interfira diretamente. O estômago de Lia gelou. Esta mensagem confirmava que não se tratava apenas de proteger Daniel das escadas; alguém dentro do prédio poderia estar controlando cada movimento deles. — Ele está aqui — murmurou Sofia, a voz baixa. — Alguém nos observa dentro do prédio. — Não apenas observa — disse Lia. — Ele sabe cada passo que damos. Cada ação. Daniel olhou para elas, assustado. — Então, o perigo não é apenas a queda. É alguém que quer que eu caia. — Ele respirou fundo. — Alguém que manipula tudo. — Exatamente — disse Lia. — E precisamos descobrir quem é antes que seja tarde. --- O trio se moveu pelo corredor em direção às escadas. Cada estudante que passava parecia carregar uma ameaça invisível, e Lia sentia que cada passo era decisivo. Ela olhou para Daniel, que caminhava à frente, evitando cuidadosamente qualquer aproximação das escadas. — Precisamos improvisar se ele se distrair — disse Lia, baixinho. — Temos que estar prontas para qualquer situação. — Estou pronta — disse Sofia. — Mas e se ele estiver aqui dentro, observando agora mesmo? Lia engoliu em seco. — Então cada segundo é crítico. E não podemos hesitar. Enquanto caminhavam, Lia sentiu algo estranho. Um calor frio percorria sua nuca, como se olhos invisíveis estivessem fixos nela. O prédio parecia silencioso, mas cada som ecoava, amplificado pelo medo crescente. E então ela percebeu: não estavam sozinhas. Um vulto se moveu rapidamente atrás de uma coluna, observando atentamente cada passo delas. Cada movimento era medido, como se estivesse estudando o comportamento do trio. — Ele está ali — sussurrou Lia para Sofia. — Ele nos observa. Sofia olhou para o vulto e engoliu em seco. — É o autor dos bilhetes. — Não sei — disse Lia. — Mas sei que precisamos agir antes que faça algo. --- O trio chegou a uma área aberta próxima às escadas. Daniel respirava fundo, tentando se manter calmo. Cada passo dele era medido, cada gesto calculado. Lia sentiu o peso do tempo. Apenas 25 minutos restavam até a hora marcada. — Daniel — disse ela —, fique atento. Não se distraia. Qualquer movimento errado pode ser fatal. — Estou tentando — respondeu ele, a voz tensa. — Mas é impossível não sentir medo. Lia segurou a mochila com força. Ela sabia que o próximo bilhete poderia surgir a qualquer momento, oferecendo instruções cruciais ou revelando mais sobre o autor. E não demorou. O oitavo bilhete deslizou silenciosamente de dentro da mochila. Lia o pegou, o coração batendo forte. O autor observa cada passo. Ele está mais perto do que pensa. Se quiser salvar Daniel, precisará agir antes que ele interfira diretamente. — Olhe isso — disse Lia, mostrando o bilhete para Sofia e Daniel. — Ele está aqui dentro do prédio. Ele conhece cada passo que damos. Daniel franziu a testa. — Então, se ele está aqui, precisamos encontrar uma maneira de neutralizá-lo. — Por enquanto — disse Lia —, precisamos nos concentrar em manter você seguro. O autor não pode interferir nas próximas 35 minutos. Sofia assentiu. — Temos que nos manter em alerta máximo. Cada som, cada sombra, cada movimento pode ser uma ameaça. --- O tempo avançava rapidamente. Cada minuto era decisivo. Lia sentia o peso da responsabilidade esmagando seus ombros. Daniel precisava permanecer longe das escadas, atento e concentrado. Cada segundo perdido poderia significar o fim. — Faltam apenas 20 minutos — disse Sofia, olhando para o relógio. — Precisamos nos preparar para a hora crítica. — Concordo — disse Lia. — E precisamos estar prontas para qualquer imprevisto. Enquanto se aproximavam das escadas, Lia percebeu algo estranho: a porta de um laboratório lateral estava entreaberta. Uma sombra passou rapidamente por ela, desaparecendo em seguida. — Ele está se movendo — disse Sofia, a voz baixa. — O autor está se aproximando. — Então cada segundo conta — disse Lia, respirando fundo. — Precisamos agir antes que seja tarde demais. --- O trio se posicionou em uma área segura próxima às escadas, observando cada movimento. Daniel estava consciente, mas a tensão em seus olhos era evidente. — Faltam apenas 10 minutos — disse Lia, a voz firme. — E precisamos garantir que ele não use essas escadas. — Vamos fazer isso — disse Sofia. — Mas precisamos estar prontas para qualquer coisa. Lia segurou novamente a mochila. O bilhete pulsava em suas mãos, como se lembrasse que cada segundo era crucial. O relógio marcava 17h32. Apenas dez minutos separavam Daniel do destino previsto. — É agora — murmurou Lia. — Cada passo que ele dá, cada respiração, cada gesto… tudo conta. Sofia assentiu, os olhos fixos no corredor. — Estamos prontas. — E se ele tentar interferir? — perguntou Daniel, a voz baixa. — Se o autor fizer algo? — Então precisaremos improvisar — disse Lia. — Mas não vamos falhar. E naquele instante, uma sensação gelada percorreu sua espinha: o autor dos bilhetes estava ali dentro, mais próximo do que jamais poderiam imaginar, prestes a intervir no momento crítico. O relógio avançava. 17h37. Cinco minutos restantes. Cada segundo se esticava, cada batida do coração parecia ocupar todo o espaço do prédio. O suspense era quase físico, pesado como uma parede invisível. Lia sabia que a hora da verdade estava chegando, e que os próximos minutos seriam decisivos não apenas para Daniel, mas para a própria compreensão de quem estava manipulando aquele destino.
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