— Oi — Mudo o peso do meu corpo para uma perna só, me apoiando na porta — O que tá fazendo aqui? — Posso entrar? — Ignora minha pergunta e indica o interior do meu apartamento com a cabeça. — Claro — Abro a porta um pouco mais, dando passagem a ele. Fecho-a calmamente e cruzo os braços sobre o peito. — Desculpa por… está vestida assim — Ele se vira. — Não esperava receber visita. — Continua bonita — Analisa meu pijama de flanela branco com bolinhas pretas. Sinto meu rosto em chamas e massageio minha nuca, tentando não ficar constrangida com seu suposto elogio. — Como sabia onde era o meu Apê? — Encontrei sua amiga lá embaixo. Ela perguntou se eu estava te procurando. Sugiro que falou sobre o que aconteceu no restaurante. — Percebo seus ombros ficarem tensos. — E

