Barone: A boca tava fervendo. Domingo à noite sempre é assim quando tem baile grande pra rolar. Não tem descanso, não tem silêncio, não tem paciência. É n**o chamando, rádio estourando, celular vibrando sem parar, e eu no meio resolvendo tudo ao mesmo tempo. — Ô, presta atenção aqui. falei alto, puxando um dos caras pelo braço. — A entrada lá de cima não pode travar. Se travar, n**o começa a empurrar, dá confusão e sobra pra quem? Pra mim. Então resolve. O cara assentiu na hora, já saiu quase correndo. Virei pro outro. — Bebida chega antes das dez. Nada de faltar. Se faltar, reclama, começa a quebrar tudo e depois vem chorar no meu ouvido. — Já foi pedido, patrão. — Faz o bagulho andar. Encostei na mesa, peguei o rádio, falei mais duas ordens, desliguei. A cabeça já tava pesada. D

