Capítulo 2

1068 Palavras
Meu nome é Helena. Tenho 19 anos Antes de qualquer coisa eu sou irmã do dono do morro, mas não vivo à sombra de ninguém, não. Aqui ninguém me respeita por sobrenome me respeita porque sabe quem eu sou. Eu não baixo a cabeça. Nunca baixei. Cresci nesse chão quente, ouvindo tiro de madrugada, aprendendo cedo que quem vacila vira degrau pros outros subirem. E comigo não tem isso. Tentou crescer pra cima de mim, já tomou resposta. Já bati em muita p**a folgada que achou que podia atravessar meu caminho, me olhar torto, falar mais do que devia. Aqui não tem competição comigo, tem limite. E quem não entende no aviso, entende na p*****a. Simples. Não sou delicada, não sou boazinha, não sou princesa de morro. Eu falo na cara, encaro olho no olho e sustento o que sai da minha boca. Meu sangue é quente, minha postura é firme. Aqui dentro, n**o sabe Helena não corre, Helena enfrenta. Vejo muita gente tremer quando meu irmão chega. Eu não tremo. A gente se entende no olhar. Eu sei até onde posso ir, e ele sabe que eu não passo do ponto mas também não fico pra trás. Se mexeram com ele, mexeram comigo. E eu sou pior quando fico p**a. No morro, as mulheres me olham com respeito ou com inveja. Os homens, com cuidado. Porque eu não sou de gracinha, não sou de risadinha, e não gosto de gente se achando dona de espaço que não é dela. Eu mando em mim. Não peço licença pra existir. E se tu ouviu meu nome ecoar por aí, pode ter certeza: não foi à toa. Eu sou Helena. E aqui, quem não me engole… aprende a me respeitar. __ Meu nome é Amanda. Tenho 19 anos. Sou cria do morro, nascida e criada aqui em cima. Pra muita gente lá de baixo isso aqui é bagunça, é perigo… mas pra mim é casa. É onde eu aprendi a viver. Moro numa casa simples, nada de luxo. Parede sem reboco, portão enferrujado, mas com respeito. Aqui a gente aprende cedo que não dá pra vacilar. Cada viela tem dono, cada passo tem hora certa. Sou prima da Mavi e da Lorena. Elas cresceram longe daqui, outra realidade. Eu sempre fui a diferente da família. A que “foi parar no morro”, como eles gostam de falar. Só que ninguém pergunta se eu escolhi ou se a vida que me trouxe. Aqui eu sei me virar. Sei falar, sei ficar quieta, sei olhar. No morro, isso vale mais que dinheiro. Quem fala demais, cai. Quem anda sem visão, não dura. — Aqui é respeito acima de tudo. eu sempre digo. — Não é lugar de criança nem de brincadeira. Mas o morro muda as pessoas. Ou te quebra… ou te ensina a ser forte. A minha casa,foi minha mãe que deixou pra mim tá ligado? já que ela decidiu ir embora pra mora junto com macho deixando a filha dela sozinha,no caso eu... Mas eu não tô nem aí,se ela foi foi por escolha dela e se ela prefere ele do que eu,problema também! Gosto de curtir uns baile de vez em quando, naquele pique __ Meu nome é Caleb, mas aqui ninguém me chama assim. Aqui é Barone. E se tu tá ouvindo esse nome, já sabe que o bagulho é sério. Tenho 23 anos, não sou de risadinha, não sou de papinho. Confiança comigo não vem fácil, não. Eu observo, testo, deixo o tempo falar. Quem vacila, some. Quem fecha comigo, é respeitado. Simples assim. Meu pai foi morto na minha e foi. Cena que não sai da cabeça, nem com o tempo. O cara que puxou o gatilho era rival do meu pai e achou que ia ficar por isso mesmo… erro dele. Eu fui lá e matei ele, dono do morro rival. Sem teatro, sem piedade. A partir desse dia, meu nome começou a pesar. Não foi fama foi consequência. Aqui na favela eu não preciso levantar a voz. O silêncio já fala por mim. Geral me teme, mas também me respeita. Porque eu não prometo nada que não possa cumprir. Eu não gosto de brincadeira, não gosto de folga, não gosto de gente achando que é mais do que é. Sou conhecido como Barone, o frio, o calculista. Comedor de put4? Falam isso também. Eu não desminto nem confirmo. Minha vida pessoal não é problema de ninguém. Quem entra, entra sabendo. Quem sai, sai quieto. Eu mando porque eu sustento o que digo. Aqui não tem herói, não tem vilão. Tem sobrevivente. E eu sobrevivi. __ Meu nome é Gomes. Aqui no morro, se tu chegou até mim, é porque já passou do aviso. Eu sou o braço direito do Barone, o cara que tá sempre do lado dele, na linha de frente ou nas costas, tanto faz. Não sou de aparecer muito, não. Prefiro ficar na sombra, observando tudo. Enquanto n**o tá falando demais, eu já entendi o jogo inteiro. Sou eu que organizo, que aviso, que resolvo o que não pode virar bagunça. Ordem aqui não é opção, é regra. Confiança do Barone não se ganha fácil. Eu ganhei porque nunca falhei. Nunca corri, nunca entreguei ninguém e nunca fiz pergunta desnecessária. Ele manda, eu executo. Sem drama, sem conversa. No morro, geral me respeita porque sabe se o Barone não chegou ainda, eu cheguei. E quando eu chego, é pra resolver, não pra bater papo. Não sou explosivo, sou preciso. Não grito, não ameaço faço. Quem me conhece sabe que eu não erro duas vezes, porque eu não erro a primeira. Sou Gomes. Braço direito, escudo e faca do Barone. Se tu tá contra ele… então automaticamente, tu tá contra mim. Bagulho é botar o terror mermo,sou solteiro pego geral não como p**a por amor mas por prazer,elas fica gamada na pegada do pai tá ligado né fi Barone não fica pra trás também, as mina tudo briga por ele tira mega, puxa arma,dar facada bagulho doido pô Ele só se diverte mermo,rir pá p***a e eu junto Já peguei a irmã dele uma vez,ele nem sabe e nem vai saber se depender de mim. A Helena,é muito brava tudo ela quer fazer pior,não brinco com ela não Já faz uns meses que nos não fica,mas tô suave pegou a visão? __ 𝘾𝙤𝙢𝙚𝙣𝙩𝙚𝙢 𝙢𝙪𝙞𝙩𝙤𝙤 𝙚 𝙫𝙤𝙩𝙚 𝙩𝙖𝙢𝙗𝙚́𝙢 𝙨𝙚 𝙚𝙨𝙩𝙞𝙫𝙚𝙧 𝙜𝙤𝙨𝙩𝙖𝙣𝙙𝙤💜😻
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