Lorena: Depois daquilo tudo, eu precisava de alguma coisa gelada. Qualquer coisa. Cerveja, refrigerante, tanto fazia. Só queria sair um pouco daquele círculo de risada alta e assunto demais. Fui até a mesa das bebidas tentando parecer normal. Coincidência ou azar quem tava ali era ele. Maurício. Meu estômago revirou na hora, mas eu mantive a postura. Peguei a bebida, abri, quando já ia virar de costas pra sair, ouvi a voz dele atrás de mim. — Lorena… Meu corpo inteiro gelou. Virei devagar. Ele tava me olhando como se estivesse vendo um fantasma. Não era curiosidade. Era certeza. — Tu lembra de mim? ele perguntou, baixo. Respirei fundo. Não adiantava fingir. — Lembro. respondi. — Maurício. Não tem o porque eu mentir agora Ele fez uma cara estranha, quase desconfortável. — M

